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Incursões

Instância de Retemperação.

Incursões

Instância de Retemperação.

estes dias que passam 830

d'oliveira, 24.08.23

Quemcom ferros mata...

mcr, 24-8-23

 

 

Na Rússia também se morre de morte natural, evidentemente. Mas para isso, para esse passamento por idade, doença, acaso, é preciso não ser oligarca, político, chefe militar ou aventureiro ambicioso que não percebe nada de krelinlogia.

E não se morre estranhamente apenas por ser da Oposição, situaçãoo que também é controlada por prisões contínuas, ordenadas por tribunais que só o são de nome. Os eventais democratas, os opositores pacíficos à guerra, são, e desse sempre nesses antigos impérios czarista ou sovi´etico, carne para canhão, destinada à Sibéria, ao Extremo norte, aos mil (são mais mas mil é uma palavra forte) gulags que floresceram maldoeamente nessas plagas distantes. , anarquistas, socialistas, “velhos crentes” e outros esp´cimes dissidentes povoaram a imensidão siberiana e houve mesmo  quem regressasse do reino dos mortos e das sombras. Em boa verdade, e sobretudo durante o glorioso tempo soviético para alguém ser nviado para a siberia bastava pouco, por exemplo ser familiar de um dissidente (e só counistasforam mais de dez ilhões...) de um condenado à morte, ou alguém preso por vagabundagem  que na URSS campeava em todos os lados e atingia mesmo quem, sem qualquer convicçãoo política, persistia em se considerar alheio ao Poder e ao Parido. 

Depoisda implosão do império soviético, não deixou de haver colónias penais nem “gente que cuspia contra o vento”. A derrocada da URSS propiciou o aparecimento de magnates, muitos deles ligados ao antigo regime e detentores extraordinários de fortunasfabulosas, amsssadas num par de anos. 

A criatura Prigojin começou a sua épica carreira comentendo roubos, burlas e furtos que o fizeram penas nove anos nuas cadeias.

Todavia, ter sido ladrão ou ter passado pela cadeia, não impediu nunca nenhum dos novos russos influentes de subitamente passar a ser criatura importante nos círculos económicoe e de poder. E Prigojin rapidamente passou de uma banca modesta de venda de hamburgers a dono de cadeia de restaurantes e empresário em dezenas de negócios lucrativos. E de membro do círculo íntimo de Putin.

Daí até à Wagner foi um passo. Do assassinato considerado como uma das mais fáceis malasartes, outro. A Wagner deixa e deixou um rasto de sangue, roubo e latrocício por onde passou e passou por muitos lados incluindo a frente leste da Ucrania onde, mesmo perdendo 20.000 homens (e desses uma forte percentagem de prisioneiros  condenados e saídos da cadeia para matar ou morrer), conseguiu o que o incompetente exército russo não foracapaz: conquistar momentaneamente Bakmut que, nestes omentos está quase cercada por forças ucranianas.

Ninguém conseguiu ainda dar uma explicação convincente para o motim wagneriano que por pouco não entrou de rompante em Moscovo. Pelos vistos, os militares não foram capazes ou não quiseram opor-se àquela cavalgada de tanques, aplaudida em toda a parte em que passava. 

É verdade que Prigojin sempre afirmou que o golpe que chefiava não era contra Putinmas isso é mera palavra de russo e sabe-se que, por aquelas terras o que hoje é verdade amanhã é mentira. Ou vice-versa!

Os mercenários recuaram, foram enviados para a Bielorussia que é, na melhor das hipóteses, uma colónia russa . aí foram colocados em quastreis improvisados com a missão de treinarem as tropas desse pseudo país governado por um lunóatico perigoso chamado Lkashenko e que tem desempenhado o papel de carniceiro no seu território e o de capacho de Putin em todos os outros lugares. 

Tudo o que era analista, comentador político ou mesmo e só cidadão interessadovaticinou que Prigojin era um morto a prazo e que na sua aventira  se continha a “crónica de uma morte anunciada” mesmo que não tivesse o explendor do romance homónimo. 

Por todo o lado se recomendava a Prigojin o máximo cuidado com o que comia ou bebia. Também o exortavam a evitar aproximar-se janelas de onde, e sempre na Rússia é muito fácil, corriqueiro até, cair-se. 

Porém, naquele exótico país, parece que sptra um mau vento de falta de senso, o mesmo que induziu Putin a meter-se nua “operação militar especial” destinada a durar um par de semanas. Que Prigojin se tenha embarcado num motim parado por iniciativa dele a curta distância de Moscovo sem  quefosse visível qualquer oposição séria da tropa é algo que transcende qualquer cidadão interessado. 

Que tenha embarcado num avião com o nº 2 daWagner (e eventualmente com mais meia dúzia de altos quadros da sua organização mercenária e terrorista) eis um mistério que está por desvendar.

A únicacoisa previsível (e é a Wagner que, em plena Rússia, num canal televisivo russo,  é que a anuncia) a ocasião era demasiado boa para se perder. E um ou dois misseis, ou uma   bomba colocada a bordo  resolveu mais este desaparecimento. 

Suponho que poucos irão chorar  o passamento de Prigojin que aliás era “herói da pátria” título atribuído pelo Kremlin não sei se pelo passado prisional da criatura se pelas actividades facinorosas que levou a cabo.

Parece que, da parte de alguns desses inenarráveis bloggers militares russos ainda passou a ideia de que dora a Ucrania a acertar num avião entre S Petersburgo e Moscovo. Se tal fosse possível então o melhor é porem as barbas de molho pois tal empresa provaria uma superioridade gigantesca do país agredido.

De resto, Prigojin que já nem tinha forças militares em território ycraniano era pouco ou nada preocupante par os ucranianos. Mesmo tendo em conta que uns largos milhares de mercenários experientes e experimentados poderiam desencadear um ataque a partir da Bielorrusia (hipótese que a Lituania ea Polónia nunca descartaram mesmo se se supunham ser elas o alvo), no âmbito de uma guerra que se trava a milhares de quilómetro de distancia (Donbass, Zaporijia e Kerson).

Subsiste, e espera-seque Putin se lembre disso, a hipótese de que os executores de Prigojin e comandita sejam os EUA, a NATO ou a União Europeia. 

O delírio putiniano dá para tudo e não é por acaso que o seu nome evoca o daquele abencerragem czarista que chamado Rasputin em boa hora  foi mandado ad patres pelo príncipe Yussupov.

Dava jeito que, nos maus tempos que correm, aparecees outro émulo do referido príncipe e animado pela mesma sanha higienizante e libertadora. 

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