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Incursões

Instância de Retemperação.

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estes dias que passam 875

mcr, 15.01.24

Singularidades do Tribunal Internacional

(ou dos queixosos, tanto faz...)

 

mcr, 15 de Janeiro 2024

 

Por razões que me abstenho de qualificar, sequer de entender, A África do Sul entendeu levar ao Tribunal Internacional dependente da ONU uma queixa contra Israel por "genocídio"

Por enquanto estamos nos preliminares de um julgamento que pode durar anos  onde em primeiro lugar se verificará a legitimidade do Tribunal, depois a veracidade do genocídio e tudo o resto. 

Não tenho informação suficiente sobre se o Tribunal irá verificar os antecedentes, mormente o ataque de 7 de Outubro perpetrado por três mil guerrilheiros que invadiram o sul de Israel e se cevaram cobardemente em centenas, quase duas mil, vítimas civis e que, era sabido por todos defendiam o direito dos palestinianos a uma pátria. Há mesmo entre os mortos, alguns dos mais conhecidos defensores dos dois Estados e da causa árabe.

ao que abe a imensa maioria dos mortos (onde há  mulheres e crianças em quantidade) estava desarmada para já não falar nos milhares de jovens que tinham chegado ali para um festival de música e que , também eles, foram atacados como ratos, mortos, feridos ou raptados.

Também ninguém desconhece que as mulheres israelitas foram quase todas violadas e muitas delas depois assassinadas. 

Isto, caros leitores, não é nunca foi, nunca poderá ser um acto de guerra  mas apenas uma infâmia (como não é um acto de guerra um colono judeu na Cisjordânia matar um palestiniano à queima roupa depois de uma mera troca de palavras.)

Também convirá lembrar que, até à esta enésima invasão das tropas israelitas, Gaza não estava isolada. Não só havia 25000 trabalhadores do enclave que diariamente iam trabalhar para Israel como também entravam diariamente em Gaza centenas de camiões pela fronteira egípcia. 

Aliás era de Israel que vinha a internet, a electricidade, a água muitos alimentos  e outros produtos incluindo combustíveis.

Foi o ataque de Outubro que desencadeou a política israelita de cerco e isolamento totais que até à data não existia.

Julgo que também estes dados serão aceites pelo Tribunal  para determinar quem iniciou este horror que agora se abate sobre uma população que conta 50% de menores de 18 anos. Cinquenta por cento! Não há mais nenhum país, mais nenhuma comunidade organizada que atinja esta proporção pelo que s imagens terríveis de todos os dias com crianças e jovens envolvidos em mortalhas brancas, são além de bárbaras, o retrato de uma singularidade, de algo único que não justifica os bombardeamentos mas que seria impossível de não existir dada a pitramide de idades verificada no território.

Eu não vou aqui lembrar que em Gaza o Hamas não tenha sido votado mesmo se a população pode t~e-lo feito por medo, por raiva, por indiferença ou por ignorância. Ou seja, se alguém quiser falar de Governo legítimo do enclave terá de também saber que tal governo com todos os problemas que isso implica, foi votado pelos cidadãos agora bombardeados. Sem o voto deles, sem a aprovação deles, , ter  nunca o Hamas poderia ter preparado 5'00 quilómetros de túneis ter mobilizado dezenas de milhares de guerrilheiros, ter construído sedes, aquartelamentos, depósitos de armas sob escolas, hospitais ou mesquitas. Numa palavra a preparação militar do Hamas fez-se à vista de todos ou melhor nunca teria sido possível sem a população saber o que se passava, para que servia e quais as consequências de um gesto tão temerário como um ataque a Israel.

 

Deixemos, entretanto este cenário, e passemos a outro julgamento desta feita inexistente e contra um agressor caracterizado que sem qualquer motivo entrada por país dentro, mata até à mais de vinte mil civis (brm sei que em ano e meio e não em três meses, mas a população ucraniana está num território gigantesco, tem, apesar de tudo quem a defenda quem consiga repelir os invasores que, de resto deixaram em vários sítios o sinal da sua absoluta violência contra civis como se pode ver mas reportagens televisivas.

A pergunta dos mil milhões é esta: porque é que nenhum país, mormente a indignada África do Sul não acusa a Rússia. Não apenas de genocídio mas sobretudo de invasão incontrolada sem declaração de guerra, escondendo a palavra guerra debaixo da estupidez da expressão operação militar especial, envolvendo navios, aviação, misseis poderosos e centenas de milhar de tropas?

Ontem, uma manifestação percorreu as ruas de Lisboa. Nela marcharam garbosamente toda uma série de criaturas, responsáveis importantes de partidos  de Esquerda que nunca foram capazes de dizer a palavra invasão, ou guerra, nem muito menos de se lembrar que a Ucrânia é independente e que a sua separação (como a de muitos outras países ex-soviéticos) da Rússia foi por este país garantida, em tratados solenemente  assinados. 

Eu, apesar de tudo, consigo perceber os amigos da Rússia de Putin que eles provavelmente (e saudosamente) consideram filha da falecida União Soviética, uma potência que ruiu por dentro sem apelo nem agravo. E que não deixou especiais saudades, excepção feita de pequenas minorias que vão envelhecendo e deixando lugar a outras  de sinal contrário mas igualmente despóticas e liberticidas. 

Numa palavra, eu perceberia a presença de estas pessoas na manifestação pró palestina se as tivesse visto  já não digo a marchar mas a tornar pública a sua recusa à agressão da Ucrânia. Mas pelos visto há quem tenha semprre dois pesos e duas medidas para usar no dia a dia...

 

 

000-324g4z2.jpgpaisagem de Bucha (Ucrânia)

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