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Incursões

Instância de Retemperação.

Incursões

Instância de Retemperação.

estes dias que passam 882

mcr, 14.02.24

200 nspectores, 3 presos, 22 dias  de cadeia!

A montanha pariu um rato?

 

mcr, 14-2-24

 

Curiosamente hoje o juiz dr. Manuel Soares, presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses escreve um artigo notável (como alas é seu costume) com o título  "detenções e Interrogatórios" ("Público", pag 8  crónica que tem por título gral "Espaço Público). Remeto os eventuais interessados paraessas quatro colunas excelentes e relembro que, na medida das minhas escassas aptidões jurídicas já aqui tinha denunciado os péssimos hábitos das polícias e do MP portugueses. 

Agora, a notícia desta tarde é que depois daquela invasão da Madeira por duzentos inspectores, transportado pela Força Aérea portuguesa e da detenção de três arguidos, um presidente de câmara, e dois empresários  além da constituição do Presidente do Governo Regional como arguido mas deixado na ilha  a assar em fogo lento, o juiz de instrução mandou os arguidos em paz para casa, sujeitos ao mínimo legal  da identificação.

Do que ouvi, de raspão, não há indícios corrupção, menos ainda de branqueamento ! 

Porém, e aqui é que e a porca torce o rabo, estes três cidadãos  estiveram 22 dias nos cárceres da PJ e é duvidoso que a sua reputação não ande pelas ruas da amargura.

Já aqui disse, muito recentemente, que não conheço estes "arguidos" que vieram carregados de acusações infamantes que, para já são vaga fumaça, mas que obviamente terão consequências dramáticas para as reputações, para a vida política de um deles e para os negócios dos restantes. 

Não conheço, não faço tenções de me cruzar com eles, estou-me nas tintas para a excelentíssima Câmara do Funchal cidade onde passei uma única vez (e de barco) há quase setenta anos.

No entanto, sei bem o que é uma detenção policial e sei, por farta experiência vivida no anterior regime, o que é um dia de detenção. Basta um, nem é prueciso referir 22! 

E sei o que são os direitos civis de qualquer cidadão portugês ou, melhor dizendo, o que alguns portugueses democratas pensam sobre o assunto. Ora, nesta história mal amanhada nada correu bem e houve quem se portasse muito mal-

Tudo neste processo `moda do Far West correu mal  e o simples facto de alguns jornalistas terem "adivinhado"  a secretíssima operação diz muito, demasiado, apesar da conferência de imprensa do senhor Director da PJ  ter jurado que nada transpirara cá para fora. O problema, esse irresolúvel, é que a imprensa portuguesa, alguma imprensa, possui uma bola de cristal onde são lidas as futuras acções das polícias... 

Convenhamos que, desta feita, o "entrudo chocarreiro" começou antecipadamente para morrer hoje, quarta feira de cinzas.

E nos despojos aparecem fortemente chamuscados vários senhores procuradores, um sem fim de polícias bem como a reputação dos arguidos.

Tivesse esta aventura ocorrido na Hungria de Orban e tinhamos sermão e missa cantada por uma semana com os oficiantes do costume e a condenação dos capitalistas e dos seus agentes políticos. A Hungria está felizmente longe e no caso em apreço que mete a Madeira há uma espécie e república bananeira que se entretém com a gritaria eleitoral e as telenovelas do costume. 

É assim que se vai fazendo a história.

 por outras palavras:

Quis costudiet ipsos custodes?

(deixo a tradção convosco)

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