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Incursões

Instância de Retemperação.

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estes dias que passam 884

mcr, 17.02.24

From Russia with ...

mcr, 17-2-24

 

O mês de Fevereiro não costuma ser um bom mês para a rússia, desde aquele longínquo de 1917 até um bem mais próximo em que uma operação militar especial que e julgava estar onckuísa em suas ou três semanas sob uma chuva de aplausos da população "irmã" ucraniana que desejaria um Asnchhuss como o Hitler, um cabo austríaco e pintor de brocha gorda levou a cabo na Áustria (num Março infame e obsceno)vinte anos depois da primeira revolução russa. 

Por razões que os nossos russistas nunca perceberão, a dita operação ainda por aí está com um cortejo de crimes e milhares de mortos, cidades destruídas, enfim algo que mesmo no tempo da gloriosa URSS nunca se esperaria. 

Ora foi nesta Rússia actual  que está em vias de conversão em colónia chinesa (no caso de não implodir internamente) que ontem ao obituário normal se juntou o nome de Andrei Navalny, um russo típico dos tempos que correm, ortodoxo, nacionalista mas discordante dos rumos cada vez mais desagradáveis do actual poder no Kremlin. À conta disso, este homem decente entendeu que, depois de se ter oposto a Putin, de ter envenenado por lacaios deste (uma aliás longa tradição russa e soviética...)  de ter quase milagrosamente sido salvo num hospital alemão, deveria voltar à pátria mais que madrasta mdsmo sabendo que à dua espera estaria, como estava, um destacamento policial que imediatamente o prendeu. Seguiu-se um dos mais que habituais processoe (bem na esteira dos famosos de 1936, mesmo que na acusação faltasse um émulo de Vishonsky. 

Como se esperava, foi acusado de crimes tremendos e condenado a uma pena de prisão longuíssima a que, depois, e quase sem necessidade, se juntaram outras como resultado de um delirante desfile de processos. 

A partir desse momento, aliás já antes, as apostas eram simples e cingiam-se ao tempo em que este homem de quarenta e tal anos duraria. 

Há alguns meses, houve notícia que ninguém sabia desse preso tornado famoso pela sua teimosa coragem (se se pode qualificar de coragem normal  um regresso a uma terra onde já fora envenenado uma vez e onde se morre de formas surpreendentes como cair de janelas, tropeçar em escadas enfim coisas que poderão ocorrer uma vez mas que na Rússia se repetiram até à exaustão e sempre com oligarcas famosos mas subitamente caídos em desgraça 

(verifico, neste momento, que me esqueci de referir quedas de avião onde algum louco se faria transportar depois de ameaçar Putin com uma revolta militar que até ao momento em que se auto-suspendeu parecia triunfante e acolhida por gente que batia palmas e confraternizava com os mercenários  -que a seu tempo, pelo menos no caso dos mais graduados morrerão sabe-se lá como . ou provavelmente de dengue, béri-béri, febre amarela doença do sono  e outras especialidades africanas e tropicais.) 

O preso Naalny foi portanto internado numa das famosas cadeias russas mas, por razões que desconheço, o poder local entendeu que deveria ser transferido para uma cadeia longínqua, de alta segurança, em pleno Ártico siberiano . Terá sido aqui, neste local fresco, fresquíssimo apropriado para desportos de inverno que, após uma "Caminhada" (por 0nde?, dentro do recinto prisional ? em pleno sertão gelado no pico do inverno?) o preso Navalny caiu prostrado por uma doença súbita e fatal que oportunamente será dada a conhecer pelos médicos que acudiram em força para constatar o óbito.

Direi, se me permitem que esta morte nada tem de extraordinário ou surpreendente. É mesmo uma morte natural num país onde ao mínimo sinal de  rebeldia, se morre sem especial sofisticação nem preocupação da polícia, da magistratura, do poder que obviamente sempre se crê cercado de inimigos. 

Em boa verdade, esta era um morte anunciada desde o primeiro momento. Espanta aliás a desajeitada tentativa de a fazer ocorrer na Sibéria, no mais profundo dela.  Haveria receio de eventuais testemunhas? Mas as testemunhas por aquela bandas também se evaporam facilmente mesmo ao calor de um descampado coberto de neves eternas. 

Entretanto, há eleições em breve e já se sabe que o vencedor, como não?, será o ex-polícia Putin. à cautela até já foram impedidos de concorrer três ou quatro criaturas suficientemente loucas para o tentar.

A seu tempo terão a sorte de Nvalny mas isso não preocupa o Kremlin nem as suas gentes por cá.