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Incursões

Instância de Retemperação.

Incursões

Instância de Retemperação.

estes dias que passam 911

mcr, 07.06.24

Viver fora .. (de Lisboa...).

mcr,  7-6-24

 

Ontem, finalmente, houve notícias dobre o BES,  o "dono disto tudo e a criatura Pinho. 

Condenações pesadas que só pecam por demasiado tardias, indignação dos senhores advogados de defesa (um até tentou gracejar afirmando que a sentença era de tal modo má que o recurso se tornava mais fácil!) Todavia a novidade do dia eram as buscas em variados sítios e a constituição do sr Lacerda Sales como arguido. 

Aqui houve não choro e ranger de dentes mas guinchos e arroubos de indignação. "Isto em tempo de eleições é uma afronta!" 

Ou seja, o MP, que tantas vezes peca por arrastar os mimosos pe,s deveria respeitar a camapnha eleitoral e, vamos lá, poupar a campanha da espevitada senhora  cabeça de lista do PS e Ministra no tempo dos factos  (e absolutamente ignorante das decisões do seu Secretário de Estado!...).

A referida candidata pondo os olhos em alv , viradíssima para as caeras de televisão esganoçou-se em dizer que um(a) Ministro(a) não dá ordens a hospitais, isso e tudo com subalternos , muito subalternos. Um(a) Ministro(a) paira no Olimpo etéreo dos gabinetes e jamais, jamé!, entra na baixa política.

Por acaso, mero acaso, durante a pandemia (de que, pelos vistos, ela é arcanjo salvador matando os dragões que queriam dizimar os portugueses) eis que a dita cuja senhora aparecia a todo o momento, a pontos de haver quem pensasse que ela, um daqueles dias, pegaria numa seringa e matava a bicheza toda ferrando golpe sobre golpe no antebraço dos cidadãos que esperavam a vacina. 

Feitios... 

Eu ainda não percebi (deve ser por viver fora de Lisboa...) por que raios alguns partidos entenderam apresentar alguns  candidatos.

Não vou referir-me aquele senhor idoso que pacientemente, mas a respeitosa distância, segue o audaz Ventura porque o espectáculo é tão absurdo que se duvida que o inocente idoso tenha sido embaixador como consta A menos que se queira dizer que embaixador é o que está em baixo, como o engraxador, por exemplo... 

Também não  consigo imaginar a etérea criatura que o Livre engoliu à força  por culpa própria  burrice organizacional. Paupério é politicamente paupérrimo e, coitado!, lá vai andando quase sempre só como se o líder do partido, ele próprio ex-deputado europeu, achasse que aquilo , a eleição, não era nada com ele. Ou então, já pressentindo a derrota terá deixado o candidato sozinho para, igualmente só, arcar com a derrota nas urnas.

Ainda a propósito da candidatura do PS, aflige ver que nem o Sr Assis, nem a senhora que o segue também ela ex-ministra recentemente reeleita como deputada, depois de ter sido uma fas hipotéticas herdeiras de Costa, se deixam lobrigar na camapnha. A coisa é ainda mais surpreendente quando se sabe que ambos tem p peso político, outra experiência que falece à cabeça de lista. Aliás, o líder os PS, num gesto muito dele, eliminou de uma penada todos os antigos representantes europeus do PS sem se perceber exactamente se o fez por os considerar res nullius ou se pretendeu, apenas, mostrar quem manda . De todo o modo  a coisa  surpreende pela estranha defenestração total que acaba por igualar o antigo cabeça de lista, uma escolha pelo menos bizarra, à senhora Leitão Marques, uma mulher com excelentes provas dadas...

Uma conhecida comentadora, que carrega desde o primeiro dia uma evidente agenda política, entendeu citar um pobre diabo espanhol que transforma em trabalhador (termo que agora prudentemente substitui o antigo proletário) qualquer criatura que receba um salário grande , muito grande ou apenas modesto ou até risível, negando a hipótese de existência de qualquer espécie de classe média. O mundo assim divide-se num espécie de paroxismo falsamente marchista (não confundir com marxista!)  entre uma minoria de ricos e o resto das gentes. A partir dessa hipótese alega que há ois bons candidatos (do PC e do BE) que poderão fazer muito na Europa, se lá chegarem. Do que fui vendo ambos andaram pelo país a falar de Portugal muito e da Europa nada ou tão pouco que permitiram ao jovem Bugalho e ao experiente Cotrim. 

Deixa-se para o fim o PAN porque, candidato e lider do partido conseguiram  suplantar  a definição da água destilada. Foram invisíveis, inaudíveis, sem cheiro nem sabor...

Estas eleições tem normalment pouca clientela votante. Por isso quaisquer previsões sabem a aventura arriscada. E quanto menos gente votar mais possibilidades tem os pequenos partidos , graças à sua militância exacerbada, de obter algum pequeno resultado que lhes permita um lugar ao sol. Isto para não falar da hipótese do voto útil que poderá tornar o PS um temível fagocitador  de toda a sua vizinhança à esquerda.

Domingo se verá... Lá estarei de voto em punho mesmo se neste momento ainda me sinta mais em branco do que em anteriores eleições. De todo o modo irei votar. Como sempre fiz, desde 1969 data da única eleição em que a Oposição Democrática entendeu ir até à urnas mesmo sabendo que grande parte dos seus potenciais eleitores nem sequer estavam inscritos nos cadernos eleitorais

Recordo que, nessa altura, um analista político conservador escreveu que, ao perder o medo de ser derrotada nas falsificadas urnas, a Oposição tinha ganho uma primeira batalha. Mais de cinquenta anos passados, ainda sinto esse pequeno gosto e a alegria desse desafio.