estes dias que passam 996
Julgamento do século ou vergonha do mesmo século?
Mcr, 4-7-25
Por uma e irrepetível vez votei Sócrates. A razão era simples: do outro lado estava Santana Lopes.
Todavia, bastaram poucos meses para se perceber quem era o novo primeiro-ministr. Já neste blog entendi escrever que ele não tinha os “requisitos mínimos” para o cargo nem o carácter necessário. A história da sua pseudo-licenciatura , os exames feitos ao domingo, as trapalhadas com o seu medíocre percurso profissional , a sua intolerável e desajustada (e tonta) soberba não permitiam dúvida alguma de como tudo aquilo iria acabar mal.
A sua governação naufragou nos primeiros rochedos pré troika.
A criatura desandou para Paris para alegadamente estudar e fazer um mestrado. Ignora-se se sequer sabia o francês suficiente para pedir um chá e torradas.
Os ecos da sua dispendiosa vida parisiense espantavam toda a gente menos a corte de fieis socialistas que não viam nada, não percebiam nada.
Provavelmente pensavam que uma casa no XVI bairro teria um custo inferior a um T1 nos subúrbios de Loures.
Depois apareceu um livro, um livrinho carregado de lugares comuns, narizes de cera, vulgaríssimo a merecer bondosamente um sofrível quando não um medÍocre mais ajustado.
Parece que a citada obrinha teria como autor um “negro" vagamente académico e universitário.
O espalhafato do lançamento do livro surpreendeu mais ainda quando se começaram a saber as vendas.
Depois, sempre depois, verificou-se que o livro era arrematado por compradores anónimos na quantidade de dezenas ou, quiçá, centenas de exemplares. Agora sabe-se não só quem comprou, quantos exemplares e quem financiou a compra.
É público e notório que um tal Silva, amigo íntimo de Sócrates, financiava tudo, casa em Paris, viagens de férias, compra de livros. Financiava pode ser um modo de dizer porquanto o que o MP afirma é que essa centenas (muitas) de milhares de euros apenas passavam pela mão caridosa de Silva e pertenceriam de facto a Sócrates que, de resto, continua a dar a impressão de viver muito acima dos seus declarados rendimentos.
Só em tribunais e advogados calculo que estes longos anos terão custado uma fortuna não negligenciável. A menos que também os senhores causídicos se tenham dedicado a uma misericordiosa e cara carreira pro bono.
Como a hora de advogado anda pelos 300 euros (mesmo se haja notícia de honorários muito, mas muito, mais altos) das duas uma. Ou houve recurso a advogados baratuchos (espécie rara se é que não desapareceu) ou aqui há gato (escondido ou não, com rabo de fora ou não...)
Como o Verão está a entrar em força e bem quente, é provável que este caso que envergonha qualquer português mesmo que desde sempre seja contra Sócrates e a favor da cicuta.