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Incursões

Instância de Retemperação.

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liberdade vigiada 136

d'oliveira, 14.09.21

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Liberdade vigiada, 136

A velha oxigenada e imbecil de megafone em riste

mcr, 14 de Setembro

 

Ontem, ao fim da tarde, fui surpreendido com a visão de uma arruaça contra o Eduardo Ferro Rodrigues. Sabem os que me leem que sou amigo dele mas que não hesito em criticá-lo de cada vez que acho isso necessário.

Todavia, o incorrigível W, amigo antiquíssimo e vigilante, ligou-me para ver a televisão. Segundo ele, “um coirão horrendo, loiro oxigenado, do sexo feminino (ou indeterminado)” (sic) estava a maltratar e a ameaçar o Presidente da Assembleia da República, por causa do covid, do negacionismo e da burrice supina e torva dela e da dúzia de acompanhantes que se tinham reunido propositadamente para o irem incomodar, insultar e ameaçar.

Isto, portanto, não se tratou de um acaso, antes foi meticulosamente pensado, conspirado e executado.

EFR terá começado por não se queixar mas a PSP, ou alguma outra instituição, entendeu fazê-lo. Desconheço se EFR, posteriormente formalizou a queixa e espero que o tenha feito porquanto não foi (e que fosse...) o cidadão Eduardo  o atacado mas uma das primeiras figuras do Estado. De um Estado democrático, note-se, em que se elegem livremente os deputados, em que há liberdade de expressão, de opinião mas não ordem para ultrapassar os limites normais da educação e do respeito pelos restantes (quanto mais não seja para também podermos ser respeitados).

Ma s há mais: quer tenhamos ou não votado num determinado cidadão, ele, uma vez eleito merece, enquanto exercer o seu mandato dentro das regras e limites constitucionais e legais,  que o respeitemos.

Mais ainda: se alguém ofende os nossos legítimos representantes mesmo que não tenhamos contribuído para a eleição, ofende-nos a nós todos eleitores.

Portanto, defender sem hesitação o representante eleito ofendido é mais do que um dever. É um direito nosso, dos eleitores, dos cidadãos.

Tudo isto leva a que se condene sem apelo nem agravo a infame, obscena surriada que atingiu não só o cidadão Ferro Rodrigues mas também, e sobretudo, uma das mais altas figuras do Estado.

Este amontoado de arruaceiros, cobardes por só em grupo se atreverem a vir incomodar quem pacificamente almoça com a mulher. Podem e devem ser rapidamente identificados graças aos vídeos já divulgados. A amarelada criatura do megafone que avisava o ofendido de que sabiam onde o encontrar, não pode andar por aí à solta sob pena de consumar a ameaça. Há que identifica-la, avisá-la claramente do que lhe pode suceder e, obviamente levá-la ao MP ea um Juiz para se prosseguir um processo que aliás lhe pode (e devia) trazer uma pena exemplar. Isto, este país de mansos costumes não pode continuar a transformar-se numa república bananeira.  Se o Estado não se defende, abre as portas para qualquer grupo que o queira ofender ou defender. As “milícias” estão ao canto da esquina.

Entre comentadores com lugar posto à mesa das televisões, descobri açguns que atribuíam este tipo de guerrilha estridente à extrema direita. É provável que aí nasçam inacreditáveis grupelhos provocatórios. Convém, porém, não esquecer  que na extrema esquerda floresce o mesmo tipo de discurso, o mesmo tipo de arruaça, o mesmo métodp intimidatório. E isso não é só cá. É em toda a europa democrática que na outra, a das “democracias liberais” (queira isto dizer o que quer que seja). A mão do Estado tem sido bem mais pesada e coarta com ferocidade evidente o protesto, mesmo o mais pacífico e legal.

Portanto, conviria lembrar a esses auto-proclamados fazedores da opinião pública (se é que esta lhes presta alguma atenção...) que atirar todas as culpas para o lobo que pode ou não rondar, faz esquecer as malfeitorias possíveis do pastor e da futura vítima.

Isto não é tudo a preto e branco, infeliz ou felizmente.   

Constou que o Sr Presidente da AR não queria apresentar queixa. Há que informar Sª Ex.ª que aqui não há quereres ou não quereres. Há deveres e há leis claras. Caso entenda que os insultos e as ameaças não são graves então que dispense os seguranças wue o orodeiam. Depois poderá verificar como elas doem.

Quero acreditar que o que acima constou foi apenas mais um boato sabe-se vindo de onde. Ou ainda acabamos como a 1ª República:

16 anos, 51 governos uma dúzia e meia de revoluções, pronunciamentos, quarteladas, uns centos de vítimas, a catástrofe financeira e social e, por cima de tudo, três cerejas, a participação medíocre na Guerra, a gripe espanhola e o tifo, quase tão grave quanto a primeira, e o empobrecimento geral e rápido da população, classe média incluída. Depois foi o que se viu: o passeio de Gomes da Costa e quarenta e tal anos de fossa comum.  

E esquecia-me: uma camioneta infame a percorrer as ruas de Lisbos e a assassinar um ex-primeiro ministro (António Granjo) e o herói da Rotunda (Machado Santos). O inquérito então feito ficou em águas de bacalhau: um empedernido criminoso (o “Dente de ouro”), figura boçal e ignorante como quase único culpado. Como saberia ele onde encontrar as vítimas? Quem lhe armou a mão? Quem lhe deu instrucções? Quem, afinal, beneficiou (ainda que brevemente) desta infâmia?

Responda quem souber.

E detenha-se para averiguações a amarelada criatura de sexo indeterminado e retirem-lhe o megafone.

 

 

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