O leitor (im)penitente 214
Aeus princesa
mcr, 9-12-25
O título não precisou de grande imaginação, De facto é o título de um beve romance de Clara Pinto Correia, publicado em 1988 (quase 40 anos!) e que mereceu algum destaque de alguma crítica que o assinalou como um romance ambientado no Alentejo sem cair nos alentejanismos fáceis da época.
Estava bem escrito , a história era escorreita, não tinha ceifeiras de punho erguido nem operários sindicalizados a sovar patrões fascistas e reaccionários.
Já praticamente não o recordo mas sei qye houve muito choro e ranger de dentes e muita tentativa de o desqualificar.
Vasco Pulido Valente bem que advertiu que aquela tentativa literária anunciava o fim de um bom punhado de mitos piedosos que acompanharam teimosamente a derrocada de uma certa ideia de revolução portuguesa post abrilista.
CPC era,permitam-me dada a diferença de idads , uma muiúda cheia de talento, inteligente e bem preparada . Não terá resistido à fama ou embarcou sem cautla nem prudência numa espiral que umafama efémera faz perder muito boa gente.
Apareceu morta em casa e dela ºpderia dizer-se que ºrop,eteu muito mas que por boas ou más razões ficou pelo caminho. Cel, cá por casa, ainda há um outro livro de cariz mais científico, melhor dizendo de divulgaçãoo científica, “Portugal animal” Se bem me lembro é uma idição da relógio de Água. . Li-o com proveito e atenção.
Alguém virá a terreiro com histórias menos abonatórias mas, provavelmente porque sou um velho cavalheiro que já viu demasiado mundo, queria recordá-la como a “miúda! Que se atreveu a escrever uma bela promessa litwréria. A vida atropelou-a ou ela deixou-se atropelar. Ma que o título lhe assenta, disso não tenho d´úvida
Adeus, Prrincesa
