au bonheur des dame s97
Vai ser um fartote (1º capitulo)
mcr, 11-11-25
Em dia de S Martinho, vai à adega e prova o vinho, dizia-se. Apesar de vir de uma família ligada ao vinho do Porto, não faço a míenima ideia se o rifão ainda tem cabimento. Agora o vinho faz-se de maneira muito mais sofisticada e é provável qu o di se destine (e bem!, muito bem) a magustos (se ainda os há...) ou a comer castanhas assadas.
Cá por casa, mandaram-me ao supermercado e rouxe um punhado de castanhas que parecias fracatíveis. Por pequenas eporque, à hora que fui, já havia poucas, provavelmente muito escolhidas.
Sairam-se magníficas as castanhas depois de um estágio no forno. Queimei os edos várias vezes pois perco-me por castanhas (ai que saudades das “piladas” que parece que só emcontram em lojas caríssimas e longe...)
A CG, natural de Trancoso, enche a boc com as castanhas sa sua terra que, não chegam cá porque, alega, vai tudo para exportaçãoo. E prefere-as cozidas. Feitios”...
Parece que este Verão arderam milhars de castanheiros, mais outra riqueza que se foi em fumo e desleixo, quando não crime.
Tentei ver se os senhores candidatos presidenciais falavam deste tema tão nosso, tão ppular, das castanhas e dos fogos mas, pelos vistos, estão noutra.
Não é açtura de ir meticulosamente apontando o que as exelentíssimas criaturas dizem mas em dia de festa ou de saudade convém referir uma bizantinice polémica entre o sr Pinto, proposto pelo Livre o sr Seguro que é suposto ser apoiado pelo PS mesmo se as deserções já veificadas, as previstas e as que se escondem sejam mais que muitas.
O sr Pinto (e provavelmente a sr Martins...) entendeu entrar num jogo para gente mais crescida e duvida-se que consiga sequer uns minutos de atenção. Aquilo, as presidenciais, é entre o sr almirante e três paisanos,a saber, Seguro, Marques Mndes e Ventura (este último é candidato a tudo (deputao, primeiro ministro, autocrata, ditaor e inventor de inimigos internos e externos, entre eles a escassa minoria cigana que nunca terá sonhado em ser alvo de cartazes aviltantes, infames, e imbecis). O sr António Filipe repesenta as cores do PCP mas também não integra o pelotão da frente. Verifiquei, hoje, sem especial inveja, que lhe levo mais 2 anos de idade. Confesso que o julgav mais velho mas afinal é apenas um sexagenário qu, como de costume, vem fazer o brilharete final da sua carreir a como candidato. Paafraseando Celaya “no se esperada nada de pessoalmente exaltante” da sua campanha e, convenhamos que não é mais do que uma das cristuras fungíveis do CC do PC.
Voltemos, porém, aos senhores Pinto e Seguro. O primeiro que provavelmente nõ tem qualquer ineresse em andar estes meses a fazer de candidato invisível, promeeu desistir em favor do segundo se este, assumisse claramente que é de Esquerda.
Seguro, já antes teria recusado ser assim tão peremptório pois nõ gosta de “ser metido em gavetas” (sic). Está, no entanto enganado. Ninguém o pretende engavetar (expressão que também pode significar ser preso) pode estar descansado mas a alguém que foi secretário geral, deputado cá e na Europa, membro do Governo e ex lider da jota, não se pede que engula um sapo. Aliád, Seguro terá percebido que neteu a pata na poça ou numa gaveta funda e já veio dizer que as pessoas “o conhecem”. Pinto, pelos vistos, não sabe nada da biografia de Seguro e quer que as coisas sejam claras, tudo preto no branco, Vá lá que nõ lhe exigiu que cantasse a internacional ou lhe recitasse partes da “critica do programa de Gotha” ou que prometa marchar no dia da greve geral .
Pinto pede pouco, melhor dizendo promete sair pela esquerda baixa no caso de uma declaração formal de Seguro. Este teme que um par de eleitores exteriores ao PS, se horrorize se ele se afirmr de Esquerda (à semelhança de soares ou de Sampaio paa não ir mais longe...)
Pareeria que Seguro quer ver Pinto a apresentar um programa e a jurar fidelidade à República e às suas instituições mais sagradas.
Bemsei que os eventuais e escassos votantes de Pinto não transformam a eleiçãoo de Seguro em algo de certo e sólido as esta gerrilha do alecrim e da manjerona está aí parar durar. Eáo contrário dos incêndios que devastaram os castanhais, do fogaeiro que assa generosamente as castanhas na rua, apenas um fogo e palha breve e passageiro. Como o dia de Sa Mainho que celebra um bispo de Tours ue terá dividido a sua capa com um pobre.
Nós portugueses temos outro S Martinho o de Dume mesmo se este, que foi bispo de Braga, tenha vivido bem antes da origem de Portugal. Ficou famoso por ter criado os nomes dos dias da seman fugindo ao modelo pagão. Somos, com a Galiza, os ´unicos latinos e porventura europeus (?) que usam os termos feira para os dias úteis. O bispo era um duro adversário dos restos de paganismo que ainda sobreviviam pelo menos na linguagem de todos os dias. Ora aqui está um tema para regozijo do sr Ventura. Todavia, cumpre esclarecer a criatura, que Martinho de Dume era bispo entre suevos e portanto ainda longe do Portugal mimoso e puro 1ue ele venera


