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Incursões

Instância de Retemperação.

Incursões

Instância de Retemperação.

estes dias que passam 1043

mcr, 07.03.26

This is not a wonderfull world

Ou They shoot children, don’t they?

mcr, 7-3-26

 

 No dia em que 147 meninas entre os oito e os doze anos ficaram sepultadas sob os escombros da sua escola, um Secretário d Defesa (ou da Guerra...) americano veio uivar loas infames à força e glória do exército americano.

Essa despudorada criatura já se tinha evidenciado quando terá dado ordens à Marinha Americana para abater os náufragos dos barcos alegadamente carregados de droga na zona das caraíbas. A marinha de guerra e/ou a aviaçãoo naval americanas sempre que avistavam um barco  metralhavam-no na suposição de que navegaria ao serviço de narcotraficantes. Não o abordavem, basrava avistá-lo!...

Se eventualmente algum tripulante se salvava sas bomba a ordem do mesmíssimo secretário era simples: abatam-no como a um cavalo doente e incapaz de trotar. Uma lei do Oeste náutica!

A guerra não é, nunca fo, bonita. A guerra que, alegadamente, se leva a cabo nas Caraíbas contra o trafico é particularmente feia e parece uma luta entre iguais  igualmente feios sobretudo se uns traficam ou são tidos como tal e outros os fusilam à queima roupa sem dizer água vai e sem ter um mínimo de certezas quanto à actividade do barco e da sua tripulação.

A guerra agora em curso no Irão nem sequer foi decarada. Mais, irrompeu enquanto havia “conversações” ao mesmo tempo que o detestável e caverníciola regime dos ayatolahs  tentava responder com a louca defesa do leão ferido.

Durante as conversações e mesmo antes nunca se tinha afirmado que o Irão estava prestes a ter uma bomba atómica, tanto mais que depois dos conflitos do ano passado, Trump tinha afirmado que destruira   completamente a capacidade atómica iraniana. Menos ainda se falava de míssris capazes de alcançar os EUA, sabend-se, até este momento, que os míssis iranianos podem nem sequer atingir alvos a 2.500 km.

Todavia, no meio da farsa das conversações, eis que centenas de aviões voltam a atacar o paí tendo, até hoje, destruído alegadamente mais de doz mil obkecivos militares! Não serão objectivos a mais? Ou considerar-se-á que, dado serem chiitas, todos os iranianos são seguramente portadores de armas secretas e temíveis que podem alcançar sa onde for americanos pacíficos  que por junto abatem outros americanos menos pacíficos  e “terroristas omésticos” e protectores de imigrantes criminosos?

As guerras nunca foram  um mar de rosas, sequer de espinhos, mas começam cada vez mais a assemelhar-se a lutas de gangsters . Já Isael vendo um terrorista en cada destroço da Palestina, tinha eliminado uns milhares de crianças  e  adolescentes com os seus famosos bombardeamentos cirúrgicos. Eis que agora os seus protectores e aliados americanos se mostram capazes de fazer o mesmo e de, ainda por cima, se gabarem do heroico massacre de meninas (notem bem: meninas), mais perigosas do que rapazes pois  poderão em poucos anos  gerar hordas de crianças que em crescendo se tornarão horrendos assassinos de infiéis.

Ontem, uma repugnnte criatura do sexo feminino foi afastda da administraçãoo Trump  por ter dirigido, à toa mas gravemente, a política anti-imigração. Note-se que não foi repreendida pois parece que irá exercer as suas pobres habilidades noutro cargo menos sensível para o que resta de população ameicana honrada. Repare-se que não se espera que os agentes do ICE sejam levados a tribunal pelas mortes e pelos desacatos que praticam diariamente.  Em tempos que já lá vão, havia por cá uma espécie de gantia administrativa que ilibava polícias  mesmo que tivessem maltratado (ou até  ferido ou assassinado) cidadãos .Desconheço se nos EUA vigora tal princípio ou algum semelhante. Mas que é verdade que quem cai sob as garras de certas agncias federais ou de tropa ameicana se arrisca , não há dúvida.

Tenho pelo regime iraniano a pior das impressões  mas quando vejo alegados democratas portarem-se da mesma maneira,o meu nojo aumenta

E quando vejo criaturas europeias , sobretudo, portuguesas, afirmarem que os agressores do Irão so se estão a defender a coisa piora. E piora mais quando a desesperada mas estúpida estratégia iraniana ataca com pouco ou nenhum sucesso visível toda uma série de países  fronteiriços que pareciam ser neutrais mesmo se, e é verdade, alberguem bases americanas (que serão pelo menos uma boa úzia só naregião sul do Médio Oriente.)

Finalmente, que Trump venh agora afirmar que escolherá o futuro dirigente do Irão não merece qualquer espécie de confiança. À uma basta ver de que gente ele se rodeia nos Estados Unidos. Depois para que esse objectivo seja conseguido tenho a vaga ideia que é preciso ocupar o território coisa que irá exigir um largo número de mortes nas tropas que puserem o pé no Irão. Por último julgar que, depois de agredidos e massacrados, cerca de 90 milhões de iranianos estarão dispostos a obeced, alegre ou tacitamente,  às injunções americanas cheira-me a total irrealismo mas com Trump nunca se sabe.

estes dias que passam 1042

mcr, 02.03.26

A guerra do candidato ao Nobel da Paz

mcr, 1-3-26

 

 

Tenho as mais sérias dúvidas sobre se o sr Trump saiba quais são os países limítrofes do Irão, quem foram Xerxes ou ciro e menos ainda Hafiz.

Também não me restam  duvidas sobre se se julga estar em Maratona  ou de como os atenienses usaram muralhas de madeira para derrotar o Rei dos Reis.

Todavia, nada disto, temqualquer importância para o ocupante da Casa Brenca. De resto, nada tem especial importância para ele, a começar pela Constituição dos EUA que manda taxativamente que o Presidente consulte o Congresso sobre a guerra que pretende declarar.

De resto, declaração de guerra também não houve mas apnesas um bombardeamento violentíssimo do Irao acção que foi secundada entusiasticanente por Israel que, se vai transformando num país pária às ordens de um primeiro minstro que tenta escapar ao tribunal e de uma série de aliados seus ultra-religiosos que, aliás, em nada são melhores do qque os ayatolhas com quem partilham, entre outras bizarrias, vestes negras, tacanhez de espírito,  ódio a quem pratique outra religião e desprezo total  pelas mulheres.

Devo aclarar que nada me atrai na actual Pérsia, país onde nunca fui e que, desde há muito, é vítima de regimes odiosos e repressores. Em pleno século Xx a dinastia Palevi (recentemente chegada ao poder, foi afastada da governaçãoo por Mossadegh que, naturalmente sofreu as consequências da sua crença numa Pérsia livre e com o controlo do seu petróleo. Americanos e ingleses fizeram o que estavam habituados a fazer e Mossadegh foi eliminado e um autocrático Reza Palevi assumiu o poder e reinou durante demasiado tempo, graças a um governo corrupto, enfeudado aos interesses das petrolíferas e tentando por meios violentos “ocidentalizar” o país cuja população é de obediência chiita.

Um clérigo detestável chamado Komeini destronou-o, fê-lo fugir do país e instaurou uma república islâmica que nada mais é do que um regime miserável e execravelmente inimigo das mulheres,  da democracia, dos direitos das minorias (entre elas, como é habitual na região, dos curdos) e proclamado inimigo do grande Satã americano e do mais pequeno que é Israel a quem as fatwas parolas dos ayatolahs, prometeiam o extermínio. Durante dezenas de anos, os iranianos ultra-religiosos usaram o Hezbolah libanês, o Hamas e uma série de grupos terroristas palestinianos como “proxis” e assassinos de judeus

. Israel que neste género de conflitos não tem quaisquer escrúpulos, respondeu na mesma linha e foi dando cabo dos mais perigosos adversários iranianos graças a um serviço secreto competente e pronto para tudo, aos assassínios selectivos e, quando a América ajuda à guerra aberta.

Desta feita, depois dos confrontos do ano passado, eis qque os amricanos descobriram uma nova fóímula de aleaça iraniana. Este país estaria quase a ter a bomba (relembemos a garantia trumpeana sobre a destruição das fábricas onde se preparava o duvidoso poder nuclear iraniano) e estaria prestes a fabricar mísseis capazes de alcançar os EUA!!!

Ameaças horrendas, pouco credíveis, que exigiam resposta rápida. Par o efeito destacaram para o Médio oriente dois enormes porta-aviões, navios carregados de tropa, flotilhas de aviões (usando mesmo uma base portuguesa para algumas destas operações), enfim um poder de ataque tremendo.

De permeio, abriram negociações com o régime do Irão e declarações de intermediários americanos de que davam a entender que havia algumas hipóteses de negociar diolomaticamente.

Foi no meio destas negociações qque o ataque americano se iniciou. Assim, de surpresa, se é que se pode ainda falar de surpresas quando se fala de Trump. Pelos vistos e com a ajuda de várias declarações de Trump caiem bombas em todo o Irão mesmo até numa escola onde mais de uma centena de c rianças estaria a patricar tacticas de guerrilha anti americanas.

O irão de cabeça perdida atacou tosos os países do Médio Oriente com a desculpa de que abrigam bases militares americanas que, de todo o modo, teráo sido, até ao momento, pouco incomodadas. Com uma excepção: não atacou a Turquia. Et pour cause!

Um ataque à Turquia pais fortemente armado e capaz de sozinho derrotar o Irão, poderia ser considerado um ataque ªa NATO. Os ayatolahs são dementes mas prudentes. Uma coisa é bombardear o Abu Dabi ou o Qatar outra será desafiar Ankara.

O ayatolah Ali Kamenei foi uma das ºrimeiras vítimas da guerra Estaria em Teerão, no bairro onde se concentram alguns dos seus mis importantes gabinetes.  Provavelmente, confiava na divindade para se proeger das bombas do grande e do pequeo Satãs

.A notícia pouco ou nada me toca. Tenho por esse tipo de gente, seja em que latitude for a mesma consideração que me merece um percevejo. O problema é que para muita gente no Irão, as autoridades religiosas são importantes. A ideia de que foram cuidadosamente mortose já são  mais uns quantos “mártires” poderá reforçar o ódio (racional ou irreacinal) ao estranjeiro.

De resto, uma guerra só se ganha no terreno e a ideia mais ou menos peregrina de que as bombas que matam egamente conseguem provocar uma revolução pode germinar na mente perturbada do Trump ou do pretenso herdeiro do trono mas é duvidoso que a violência externa possa criar no seio da população que é bombardeada qualquer aspiraçãoo democrática pro-ocidental.

Ocupar parte do Irão trará obviamente uma forte mortandade nos invasores e isso, em véspera de eleições nos EUA parece ser um risco e estar fora de questão.

O dr Montenegro ter-se-á apressado a considerar a retaliação (irracional, insiste-se) irnaina como muito greve. Seria bom saber se este ataque, apesar de tudo inesperado dadas as conversalçoes  em curso,  também mereceu uma severa crítica...

No meio disto tudo, vle a pena ver quea Rússia tão amiga do Irão nada fez em sua defesa. Pior, nem sequer percebeu que com esta guerra fica interrompido o fornecimento de drones que tem devastado a Ucrania.

Finalmente, a alegada festa levada a cabo pelas comunidades iranianas da diáspora não facilitará o seu regresso à pátria ou a vida  das famílias deixadas no Irão. Pensar que a democracia e a liberdade vem nos misseis e nas bombas do inimigo é algo que desde as invasões francesas se provou ser falso.

É perfeitamente possível que no Irão, possa emergir um regime tão radical quanto o de Kamenei. Não é descatável que os elemrntos moderados sofram, doravante, perseguições  levadas a cabo por uma guarda revolucionaria assanhada pelo ataque americano-israelita e pelos seus apelos à mudança de regime.

Tentar recomeçar um diálogo enquanto se bombardeia o futuro dialogante  ou é uma imbecilidade ou esquece que o leão ferido luta com mais ferocidade, enfim..., enquanto Trump ataca o Médio Oriente, não chateia a Gtonelândia  mesmo que tal ameaça apenas está provisoriamente suspensa. Acreditar na palavra de Trump, seja ela qual for, é uma irresponsabilidade absoluta.

A criatura que quer o nobel da paz, que fugiu à guerra do Vietnam com toda uma série de truques, adora mandar a tropa contra tudo o que mexe ou que ela julga que se move. E se não mandar a aviação ou a marinha, manda o ICE caçar imigrantes e, se possível, balear um par de americanos deorigem. Tudo lhe serve...

 

estes dias que passam 1041

mcr, 25.02.26

A peixeirada

mcr, 25-2-26

 

Aconteceu ontem e não foi bonito de ver mas as televisões registaram tudo e não se cansam de repetir a reportagem. A cosa conta-se em poucas palavras: o Ministro da Agricultura foi aos campos do Mondego encontrar-se com agricultores. Estaria previso que a presidente da Câmara de Coimbra aparecesse mas por razões que se ignoram atrasou-se vinte minutos. Entretant, ministro e comitiva trocaram palavras não apenas com os agricultores presentes mas também com os jornalistas.

Ao chegar (repete-se atrasada vinte minutos) a senhora Abrunhosa  entendeu zangar-se com o ministro a quem ela não tinha sequer comunicado que chegaria mais tarde e dosse-lhe que

  1. ele desrespeitou os conimbricenses ou
  2. pelo mnos, a presidente da Camara
  3. que não lhe admitia tal atitude
  4. admoestando-o com duras palavras e
  5. afirmamdo peremptória e quase a gritar que não lhe permitia isso
  6. que ele estava a desrespeitar os autarcas
  7. pois estaria a dar uma conferencia de imprensa sem a excelsa presidente da CM de Coimbra
  8. que ele só agora é que viera à região porquanto anteriormente apenas a tinha sobrevoado de helicóptero, coisa que pelos vistos fora uma inutilidade mesmo se (e agora sou eu) só do ar se poderia aquilatar da extensão das cheias.

 

Vejamos: Pelos vistos, a senhora chegada tarde ao encontro acha ue o ministro, a comitiva, os jornalistas e os principais interessados (os agriculturoes) deveriam ter permanecido em rigoroso e pungente silêncio esperando D Sebastoão saído do nevoeiro ou mais prosaicamente a senhora atrasada.

As duras expressões públicas e gravadas pelas televisões deram ao país a imagem de uma peixeirada que ultrapassa em muito a habitual e reservada discussão entre representantes dos poderes públicos.

Plos vistos, a Presidente da Câmara entende que os Ministros que lhe passam ao alcance de tiro devem reverentemente pedir-lhe licença como se a autarca fosse a vera reincarnação do ´último duque de Coimbra que morreu hà centenas de anos em Alfarrobeira.

  APresidente da CM de coimbra  afirmou ainda que já tinha sido ministra (poderia ter acrescentdo presidente da comissão de coordenação da zona centro, cargo que, se não erro, ocupou enquanto militante do PSD, mesmo que agora corra com as cores do PS).

A gritaria permite pensar que os métodos da bancada do Chega já chegar am à Lusa Atenas mesmo se menos violentos devido ao facto de Coimbra ser terra de doutores e de baladas sentimentais.

No meio de tudo isto, o ministro manteve-se calmo, tentou explicar a situação mostrando ter bebido em pequeno o chá que a senhora Abrunhosa terá sibstituído por qualquer outra bebida.

Note-se que nem sequer estou a recomendar (até porque já é demasiado tarde...) chá  verdadeiro  (porque a teína pode influir nos humores coléricos ou biliosos da senhora). Bastaria um infusão, tília ou cidreira, coisas tidas como calmantes, ou, vá lá, roibos ou jasmim para parecer mais cosmopolita  (mais polida!...).

No fim tudo pareceu acalmar mas convnhamos que as imagens permanecem cruéis e, sobretudo, despropositadas para não dizer também deselegantes.

A senhora presidente da CMC destacou-se recentemente pela atutude enérgica com que tentou evitar as cheias ou melhor as suas consequências no território urbano de Combra. Duvido que, entre os seus múltiplos saberes, esteja a questão da agricultura que parece ser a área do miistro.

Dizer qu o homem só agora pôs pé em terra vagamente enxuta é uma parvoíce  porue mesmo que o cavalheiro ministerial  tivesse vindo a correr ou a nadar pelos campo encharcados fora não teria melhor perspectiva do que a aérea.

Começo a estar farto de ver ministros e outros detentores de poderes facticos a correr seca e Meca como se a sua presença resolvesse os problemas, Não resolve, ponto final parágrafo. Por vezes até incomoda ou impede algum esforço local levado a cabo por profissionais que não precidam de testemunhas importantes que obrigam a salamaleques inúteis.

A autarca de Coimbra fez , enquanto, cidadã e durante os momentos críticos, aquilo que é suposto fazer uma presidente de câmara. A comunicação social aplaudiu e a snhora inchou. O problema é que quando se incha há que desinchar e isso pode provocar ruído incómodo. Como se viu

Não sei se aquela reprimenda desabrida e em público foi aenas uma encenação para tratar mal o poder ministerial, uma vez que a srª Abrinhosa é hoje militante do PS quando no passado arejou as suas virtudes políticas na ára do PSD. Se foi isso, então a coisa piora e, neste momento, ´é apenas uma tolice que a ninguém serve. Ou melhor há de servir aos chegapitecos como bem lembrou um deputado (do PSD) que passou anos em Coimbra onde treinou a verve e o humor, algo que manifestamente falta à senhora presidente de Coimbra

estes dias que passam 1040

d'oliveira, 10.02.26

os jornais são o sal da democracia

mcr, 11.2.26

Estamos num país a duas velocidades. aliás a três!  De facto, as regiões do interior (e  é bom lembar que até o litoral tem "interiores" dramáticos  ( basta vr o que se passa no distrito de Leiria).

Não vou referir po demasiado reconhecidas as questões de saúde, justiça nem sequer a extraordinária ausência de bancos, multibancos ou pagadorias de qualquer espécie.

Nõ vou, igulmente, recordar que, mesmo em matéria de transportes,  as coisas não são especa ilmene brilhantes. 

Pelos vistos o "interior" é pouco habitado pelo que é muito esquecido.É obvio que isso traz como consequencia o progressiv abandono  de aldeias, lugares, vilas e  num futuro pouco risonho (para não dizer bstante tristonho) nem as cidades menores resistirão.

Desta feita falo apenas dos jornais (dos poucos jornais que mais e mais vão vendo evaporar as suas tiragens) que, diz-se deixarão de chegar a mais de metade do país, a metade interior, claro.

Parece que a(s) distribuidora(s)  perde dinheiro. Outalvez não ganhe o suficiente...

Todavia, eu que vivo na segunda cidade do país, num bairro de classe média alta debato-me com um pequeno problema. Aos domingos a papelaria está encerrada e durante largos anos, as pesoas abasteciam-se do jornal no "Pingo Doce" e aproveitavam para tomar a primeira bica da manhã quando não ea o pequeno almoço inteiro.

Desde o Natal de 2024 que o "Público" e, pelo menos o Diário de Notícias" estão ausentes em parte incerta. 

Confirmei que, pelo enos o primeiro, vendia um número razoável de exemplrs, praticamente os msmos que o que se vendia na pequena e utilíssima papelaria. Todavia, o "Expreeso" continua a vender-se mesmo sabendo-se ue sai à sexta!!!

As responsáveis pela loja dizem-me que   as vendas eram boas, que havia gente mais que suficiente para oer e que o facto de não haver o jornal se traduziu numa diminuição dos que nãõ passam sem o csfé matinal

Curiosamente, a 500/700 metros há uma estação de serviço que vende uma boa dúzia de títulos, razão pela qual fui obrigai a emigrar para lá  pois agora este género de estabelecimentos tem pequenas zonas de cafetaria. De todo o modo, entro, compro o jornal, vio a primeira  bica e desando porquanto inda nõ consegui habituar-me.. E sobretudo, no inverno, nem sequer falo desta ignomiosa e chuviosa (e fria!...) invernia, só de carro se pode ir.

Não percebo, porém, como é que uma gazolineira no meio da cidade consegue ter e vender jornais quando é certo que, apesar de tudo tem uma freguesia muito menos do que um supermercado.

Temo que esta desatenção jornalística  tenha apenas origem na visão dos gestres do grupo que, de resto, convivem, com uma fundação que edita emuito ben!, uma quantidade de pequenos livros uteis e bem informados sobre a vida portuguesa.

Nao creio que sejam as empresas jornalísticas, sequer as ditribuidoras, as responsáveis por este deserto informativo dominical.

Alguém saberá quais as razões deste pequeno mas desagradável fenómeno?

estes dias que passam 1038

d'oliveira, 02.02.26

O meino e o palhaço falso

mcr, 2-2-26

 

 

A imagem vi-a hoje no noticiário do meio dia. Um menino claramente afro-descendente (já ninguém diz mulato porque parece insulto...) num armazém de ajudas para asv´timas do temporal andava muito sério a ajudar a aumar bens que serõ mais tarde distribuídos. 

O miúdo teria 12 anos, expressava-se muito bem e explicou porque se sentiu na obrigaçãoo deajudar. Vive num apartamento que  a invernia nã afectou pelo que achou natural ir ajudar outros (homens , mulheres meninos e meninas que ptrecisam de tud ou quase. 

 

E seguiu muito compenetrado empurrando com visível esforço um carrinho de supermercado carregadíssimo.

 

Há dias uma espécie caricatural de palhaço político fazia-se filmar a transportar uma embalagem de garrafas de águ para uma carrinha. E afirmava. A criatura que estava a recoher donativos para acudir  à zona de catástrofe. Depois terá afirmado que o Governo não ajuda ou ajuda mal, não faz ou faz mal enfim io vitupério insensato de quem anda de costas direitas a impingir racismo e ódio entre os cidadãos portugueses- 

A esta miserável tarefa que não engana sequer um ceguinho, chama ele política. E vamos ter disto até sábado porque as televisões preferem mostrar o homem que morde o cão  e o arruído do que tantas outras coisas que um exército de voluntários tenta fazer.

 Aquele  menino não vota, é provável que não entenda totalmente o que está em jogo emas tem coração e cabeça de cidadão e é generoso. 

 A vociferante criatura  que  não comenta quela gentuça do 1143 nunca perceberá a lição do miúdo, a generosidade de milhares de cidadãos e também não faz a mínima ideia do que é governar

Sobretudo não percebeu ou finge que não percebeu esta verdade comezinha: neste momento ainda não se sabe quantas pessoas aocerto estõ ainda isoladas ou perto dessa situação. Seja em que país for, uma catástrofe como s Kristin seria um pavor. Cá é pior pelas consabidas razões que derivam de um atrazo secular e de toda uma série de maus procedimentos urbanísticos, de regularizaçãoo dos caudais , da proverbial mania de construir de qualquer maneira, enfim da pobreza em que ainda muitos, uma multidãoo ainda vivem.

 

Vocifera, uiva, ladra  enquanto uma caravana passa. Alguma vez aprenderá que céu não se comove, a chuva continua cerrada, o vento não amaina.

Entretanto um menino sorridente empurra determinado um carrinho de supermercado carregado de bens que irão eventualmente servir a outros meninos, a cidadãos.  

estes dias que passam 1037

d'oliveira, 30.01.26

 

Assim vai o mundo

(Ou pelo menos Portugal)

mcr, 29-1-26 

 

 

 Verifico que o pantomineiro acha Trump muito errático.  Bem que poderia olhar para si próprio. A ideia pasmosa de fazer eleger o Procirador Gerl da Republica pela respectiva corporação além de claramente inconstitucional  permitiria ao MP ficar fora de qualquer escrutibio cidadão e político e permitiria que toda a estrutura começasse a bunkerizar-se  em defesa próprioa de privilégios e pouca ou nebguma verificaçãoo de excessos de toda a ordem. 

Consta que já terá abandonado a ideia dado que a realidade se mostrou pouco isericordiosa com os delírios  que a campanha origina .

Consta que a criatura tem um doutoramento, o que dá brm a ideia de como esses graus académicos andam por cá.  

 

Por todo o lado começa a ssistir-se a uma campanha forte para transferir votos para António José Seguro. Hoje, o Público tráz um notável depoimento de Assunção Cristas que merece ser lido atntmente pois elenca co clareza e dignidade uma sólida argumentaçãoo a favor de Seguro. Tamém no Píblico se noticia a posição cada vez mais forme de instituições católicas que recusam o discurso do ódio, coisa de resto há muito criticada pela Igreja nomeadamente nas estruturas ligadas à Imigração.

Finalmente, assiste-se ao que (com inteira propriedade) vou chamar passagem pelas Focas caudinas  de boa parte da elite socialista que não queria Seguro fosse de que modo fosse. Um a um ( misericordiosamente não os vou nomear) esses alegados líderes do socialismo português  vão –se chgando à frente  garantindo ao detestado candidato o seu apoio. Esperemos que no memento de riscar o voto não se esqueçam do que, forçados, vieram tardiamente a admitir. Seria original dizer que “ódios velhos cansam” mas muito me temo que deºpois das eleições eles reapareçam  co mais sanha 

 

Eu, em tempos muito recuados, passei pelo PS mas cedo me desiludi  e retirei-me para uma sadia independência que me permitia, às vezes com dificuldade, continuar a votar no partido. Quamdo a desconformidade era grande,votei branco sem quaisquer estados de alma (para mero exemplo recusei-me a votar no sr Pizarro para a Câmara do Porto. Era o que mais faltava...) Espero que depois desta terceira derrota, a criatura nos deixe em paz e o PS possa enfim pensar seriamente num candidato capaz e cabal para apresentar. 

Da campanha pouci há a dizer. Seguri, sempre seguro, vai avançando lentamente nas com solidez e cada vez mais assume um ar de verdadeiro candidato enquabti i seu adversário esperneia, grita, uivam dispara contr a própria simbra (mas sem acertar que isso é só para o Lucky Luke.

A minhacada vez mais acentuada convicçãoo é que Ventura não tem três ideias seguidas na cabecinha  e que nem sequer acredita especialmente no que vai aformando sobre ciganos e imigrantes. Aquilo dá-lhe jeito, ele la teá ouvido dizer que o portuga bisonho que nunca se aventurou pelas Franças e Araganças e por cá focou a roer a miséria e a pacat ignorância teme o estranho, o estrangeiro, o outro, incluindo o pobre diabo que carregado de esperança aqui aportou (como tantos de nós aportáos às Indias, Africas, Américas e Europas para ganhar duramente o pão e, já agora, a manteiga de cada dia) e dá dinheiro a ganhar à segurança social, béb´s a um país com índices miseráveis de natalidade, trabalho nos campos que os indígenas abandonaram . ..

E, neste lote, incluo até uma criatura loira oxigenada de forte proúncia abrasileirada e que se orgulha de ser aniga do Mário Machado e dos legionários da 1143.  Pelos vistos não se considera imigrante e anda por a´a tentar ganhar a vidinha.

Eu aposto, singelo contra dobrado que essa gentinha que se sonha milícia  caricatural dos SA  não sabe sequer uma cláusula do tratado de Zamora mas apenas  a data. E se lhes fizessem um exame de história da antiga quarta classe chumbariam que nem tordos . E nesta vaga de chumbaria incluso sem receio Ventura e aquela matulagem que o acompanha e venera na AR. É tudo muiro azeite, muito boçal muiro grosso   da para dizer que não é parlamentar mas apenas para lamentar. 

E acabo referindo a tomada de posição de Rmalho Eanes que veio a terreiro apoiar Seguro. Começa a ser tempo de Monenegro e Nuno Melo se deixarem de se pôr à margem e tomarem o lugar que lhes cabe nesta barca de esperança, de dignidade e patriotismo

                                   À barca, à bara, houlá

                                   que temos gentil maré

 

estes dias que passam 1035

d'oliveira, 14.01.26

 

 

Mais perguntas do leitor que (felizmente) não é operário

mcr, 14-126

 

Alguém consegue explicar a razão das denúncias contra Gouveia e Melo, cotrim e Marques mendes só aparecerem já a corrida presidencial ia a meio?

O dr Marques Mendes deixou bem claro e há muito que se candidataria. Ninguem veio denunciá-lo como facilitaor de negócios, durante meses e muito menos durante os anos em que perorava na SIC!

O almirante Melo deixou claro desde há muiro que concorreria. Todavia, agora, “descobriu-se” que corria contra ele um imquérito cdesde2017!!! Cotrim, apareceu como primeira figura da IL. Depois candidatou-se ao Parlamento europeu. Sobre alguma eventual aventura licenciosa de assédio sexual nafa se ouviu até ao fim da semana passada. Será que a alegada “assediada” só agora percebeu o que lhe tinha acontecido?

Será que as candidaturas sem qualquer futuro à esquerda de A J Seguro servem para mais do que, eventualmente, o prejudicarem à primeira volta?

Corre que poderão obter resultados inferiores àos da votaçõ nos seus partidos nas últimas legislativas. Se tal ocorrer que expécie de desculpa virão dar aos portugueses e particularmente aos seus mais fervorosos eleitores?

(o autor deste folhetim leu, com alguma surpresa e maior contentamento, que, hoje, este candidato- o seu!, desde o dia em que anunciou a sua candidatura- está em 2ª lugar  nas sondagens para o próximo dia 18)

Não parece milagre de Fátima ou. mais presumivelmente, da “santinha da ladeira,  descobrir-se agora que muitos destacados militantes do PS que o despreavem quando não o odiavam, corram agora em grupo barulhento a garantir-lhe o seu tardio apoio?

Não querendo privar qualquer cidadão do sacrossanto direito de se candidatar a PR alguém consegue explicar porque há 3 candidatos praticamente invisíveis, entre eles um alegado artista que vagueava na penumbra  e um mascarado (mal) de Afonso Heneiques?  Como lhes foi possível arrajar as assinaturas necessárias? 

Que teráo pensado os subscritores dessas assinaturas ao propô-los?

E uma pergunta dobre tema diverso. O excesso de mortos verificado nas últimas semanas abrange, porventura e sobretudo, pessoas que não se vacinaram contra a gripe?

 

estes dias que passam 1034

d'oliveira, 12.01.26

A mítica “unudade” das Esquerdas

mcr, 6-1-26

 

As próximas eleções presidenciais trouxeram de novo `baila a ideia de unidade  das Esquerdas para ganhar as eleições concentrando votos em António José Seguro (que, por acaso, é o meu candidato).

Convém notar que desde que me lembro a palavra unidade é o mantra das proclamações de todos os partidos que se situam à Esquerda. 

Em Portugal e, muitas vezes, nos restantes países europeus, mormente a França (que, sob muitos aspectos, continua a ser a referencia preferida) a chamada foi frequente.

Que me lembre,em Portugal, só se concretizou a tão desejada unidade quando Passos Coelho ganhou sem maioria as eleições legislativas. E isso só ocorreu porque Jerónimo ousa, líder do PC, a propôs depois de conhecidos os resultaos. Valeria a pena rcorrer aos jornais da época para conhecer a troca de acusações precedeu esse súbito carinho entre adversários no mesmo espaço político. Por isso, ou também por isso, o governo resultante dssa anómala aliança foi conhecido como “geringonça” edurou o tempo que foi necessário (e só esse) para um par de reversões (entre las a TAP), algumas das quais questionáveis, caras ou inúteis.

Algumas sondagens pouco confiáveis dão Seguro como possível candidato à segunda volta de ps candidatos do PC, do Livre e do BE desistissem já a seu favor. 

O exemplo mais conhecido, também só concretizado depois da primeira volta eleitoral, ocorreu quando Álvaro Cunhal  exortou os seus camaradas a votar “nem que dosse de olhos fechados” em Máio Soares. Não recordo bem se os dois restantes candidatos da área da Esquerda, Salgado Zenha e Maria de Lurdes Pintailgo fizeram declrações idênticas e, sobretudo, com a força e a autoridade moral, do famoso líder comunista. 

Permito-me lembrar que na eleição seguinte Soares  (talvez recordado do bofetão que recebera na Marinha Gtande aquando da 1ª campnha) aceitou sem tergiversar o apoio do PSD. 

Todavia, talvez valha a pena fazer uma breve viajem sobre o mito da unidade desde Marx até hoje, ou seja desde que com a Internacional Operária  começou a tentar ganhar eleições parlamentares na Europa. 

E se referi Marx foi apenas porque, mesmo ele, nunca se coibiu de discutir com brutal aspereza com uma boa parte, quase todos, os líderes da Esquerda bem como de criticar com igual vivacidade os programas políticos dos prtidos que se reclamavam da Internacinal. 

O seguinte exemplo de discrepância forte e, mesmo de cisão, deve-se a Lenin que nunca hesitou em se opor a ouros líderes russos tornando-se, de resto líder dos bolcheviques em oposição sem tréguas aos mencheviques e com fortes discussões com Trotsky que, também nunca foi meigo com os adversários. Depois da Revolução russa, Lenin e companheiros foram amavelmente transportados num comboio blindadeo para a Rússia porque os alemães confiavam nele para enfrentar os revolucionários “burgueses”, os socialistas revolucionários e os anarquistas que ponrificavam nas esferas do primeiro poder revolucionário. A revolução de Outubro (por acaso em Novembro) foi uma completa rupttura com todas as restantesáforçs revolucionárias expulsas manu militsri do poder , dos sindicatos e dos sovietes. 

Com Lenin e os bolcheviques instalados, eis que começaram duas lutas violentas no interior doa Tússia. A guerra civil por um lado e, paralelamente, uma feroz repressão dos restantes grupos esquerdistas.Avitória pertenceu aos bolcheviques mesmo se, entre estes, houvesse também fortes divergências  (que,aliás, eram já tradicionais dentro do grupo e quase desde a sua fundação)

Todavia, Lenin manteve-se no poder, e o recém fundado partido comunista russo foi ampliando a sua área de ifluência combatendo todos os restantes grupos de esquerda. Em consequência disso Lenin foi gravemente ferido num atrntafo atribuído a Fanny Kplan uma anarquista mesmo se hoje em dia se atribuam a um membro da Tcheka os disparos que o atingiram (se porventura foi esse o caso, temos que mesmo dentro do núcleo duro bolchevique, tinha adversários de peso).

De todo o modo, os restantes partidos revolucion´rios foram gradualmente esmagaos com a mesma ferocidade com que se aniquilaram todos os partidos de Direita ou como tsl presumidos.

Não vale a pena recordar os processos de Miscobvo nem a repressão política de Stalin para perceber qu a “unidade” foi sempre cosguida com a repressão  de quaisquer protestatários que foram aniquilados fisicamente bem como muitos dos seus próximos enquanto dezenas de milhares de simpatizantes seus fornreceram o primeiro e gigantesco contingente do GULAG

No exterior da URSS, a fundação da Internacional Comunista (3ª internacional) cindiu o movimento operário de modo permanente e os partidos comunistas nacionais que foram surgindo aceitaram sem pestanejar não só as novas regras mas também a tutela constante mas secreta dos agentes do Komintern totalmente controlado por Moscovo mesmo se o seu mais conhecido líder , Dimitrov fosse búlgaro.

Entre as duas guerras comunistas e socialistas deglaiaram-se violentamente, havendo mesmo na Alemanha surgido o lema comunista  “Klasse gegen Klasse” (classe contra classe) Isto no exacto momento em que o partido nazista crescia exponencialmente. Nos finais do anos 30, a unidade das esquerdas reduziu-se aos campos de concentração para onde foram deportados, juntamente com judeus, burgueses, católicos, minorias sexuais um largo par de milhares de condenados.Quando a guerra começou, a URSS tinha celebrao um tratado infame com Hitler pelo que os partidos comunistas dos países ocupados entenderam permanecer discretos e neutrais porque o conflito era entre capitalistas, imperialistas!  Em França para não ir mais longe, o PC tentou, através do seu dirigente Jacques Duclos, voltar a fazer circular “L’Huanité” naFrança ocupada  tendo para o efeito chegado ã fala com as entidades ocupantes.  O PCF nãoaderiu, desde logo à  (Resistencia (onde já estava a Direitarepublicana, os radicais e o PS /SFIO) coisa que só ocorreu qundo aAlemanha invadiu a URSS.. O mesmo ocorreu nos restantes países ocupados pelos nazis

(no caso francês o PCF foi mesmo ao ponto de expulsar militantes  que recusavam qualquer colaboração e apelavam à luta contra o ocupante) 

Depois da guerra , os partidos de Esquerda europeus praticamente nuna se uniram, descontadas pequenas alianças efémeras (caso de um govrno de Miterrand qu também repetiu vagamente o front populaire de 36 ) Na Itália, o poderoso PCI (dirigido por Togliati, nunca conseguiu aliar-se aos socialistas que, por seu lado chegaram a ter 3 partidos socialistas no parlamento. No tempo de Berlinguer correu a notícia de um possível acordo com a Democraia Cristã pelo que  um dos muitos grupos esquerditas (Brigate Rosse) raptou e executou friamente Aldo Moro, principal líder da Democracia Cristã.

Também nos anos 60, começou e fortaleceu-se a grande cisão no Movimento comunista Mundial que teve com principais intérpretes A URSS e a China e como parceiros menores A Albânia, A Roménia ou a Jugoslávia (cujo regime foi execrado pelos partidos comunistas de toda a Europa)   que de diferentes formas rtentaram inaugurar sem qualquer êxito diferentes centros socialismo real . Isto para não falar no chamado movimento euro-comunista (que agrupou os PCs francês, italiano e espanhol)  e acabou por ser apenas, ou quase, uma moda. Os anos 60 na Europa mas também em diversas partes do mundo assistiram ao aparecimento de múltiplas organizações  (quase semprede origem estudantil ) de Esquerda  que tinham em comum a mesma atitude em relação ao PC  que era acusado de tudo sobretudo de emburguesamento.

Portugal não foi excepção, bem pelo contrário: o PC era “revisa” e o PS meramente reaccionário ou, vá lá, “burguês”

Durante o Estado Novo, foi o PC o elemento motor da resistência portuguesa. A Oposição remanescente estava vencida, dividida e varrida pelas sucessivas derrotas que sofrera nos diferentes putches que tentara conra Salazar. No final dos anos 50, a candidatura de Humberto Delgado corporizou uma espécie de frente que, dado o entusiasmo popular, obrigou o PC a apoi\a-la. Todavia, e logo de seguida, novamente apareceram os habituais, tradicionais, fracturas que acabarão por se revelarem à luz do dia nas eleições em qie a CEUD enffrentou a CDE. 

E a partir de Abril de 74 é o que se sabe. O primeiro grade confronto foi  a luta contra a unicidade sindical e logo depois mas já em 75 a “fonte luminosa” e a luta contra a s tentativas de monopolizar o poder desde a campanha contra Vasco Gonçalves até ao cerco da AR. As eleições de 75 e 76  nõ só demonstraram a profunda diferença entre PS e PC como permitiram o aparecimento deparlamentar da UDP , o único grupo de extremaesquerda que vingou nesta prova crucial de manifestaçãoo da vontade sa sociedade portuguesa. 

O 25 de Novembro, em que o PS teve um paprl relativamente relevante,  varre a contestação esquerdista por um lado e obriga o PC a uma política mais cautelosa  e, sobretudo, cada vez mais distante dos pequenos grupos à sua esquerda.

Tudo isto  para lembrar que até à “geringonça” nunca houve qualquer espécie de acordo entre as diversas Esquerdas como o parco resultado do primeiro governo Costa apenas demonstra que tirando as reversões a esquerda continuou dividida e a dividir-se (saparecimento do Livre, do PAN , desaparecimento dos “verdes” que pouco mais foram do que um aliado tolerado e comandado pelo PC. 

Finalmente desde o primeiro governo Montenegro atá agor, o único facto político relevante é a continuada queda eleitoral do BE e do PC e a pequena emergência do Livre. 

A última hipótese de unidade (provisória ) da Esquerda estaria na convergência dos partidos de Esquerda com a finalidade depoiar o candidato socialista que assi poderi ter hipótese forte de passar à 2ª volta.  

Ora a cinco dias da eleiçãoo, verifica-se que os candidatos do PC, do BE e do Livre permanecem em liça e já negaram qualquer desistência a favor de António José Seguro.

Tal posição deixa poucas hipóteses ao mal amado (pelo PS) candidato socialista, como abre caminho a uma disputa a três para o pódio da primeira volta (Ventura, Gouveia e Melo e Marques Mendes)

A menos que os eleitores de Esquerda não socialista mandem os seus pretensos candidatos às malvas, Seguro poderá, ambicionar um quaro lugar ou, numa hipótese aida possível um  terceiro lugar que, até o momento as sondagens (pouco fiáveis) não lhe concedem

Tenho tentado perceber  as razões destas pequenas candidaturas (não refiro as carnavalescas onde até aparece uma criatura “fardada” de Afonsos Henriques) e apenas reconheço que poderão servir de prova de viaa (precária)  dos respectivos partidos. Fora isso só poderão ser favores à Direita que estes mesmos partidos e respectivos candidatos dizem combater. Provavelmente não sabem que em ordem dispersa não se ganha nenhuma batalha.

 

 

(o autor, declarou desde que A J Seguro se afirmou candidato que votaria nele. Nesse mesmo post aqui publicado, deixou claro que tinha as mais sérias dúvidas quanto àspossibilidades de vitória. Todavia, corre por convicção e não para ganhar qualquer campeonato.)

 

 

 

 

estes dias que passam 1033

d'oliveira, 05.01.26

O erro clamoroso dos alegados democratas

(ou “o medo guarda a vinha”)

(ou “ a impotência da prudência”)

mcr, 5-1-26

 

Este folhetim continua um outro de sábado (3-1-28) passado “Não, não e não” e não é uma resposta ao leitor que me veio citar uma jornalista do ªúblico (hoje, 5-1-26)

Nem a um dos habituais comentadores dos meur textos.

Mesmo sendo explícito o título e sendo clara a substância do meu texto, verifico que devo avançar um pouco mais nesta infâmia cometida pelos EUA (ou porque – com a passividade popular- os representa, o sr Trump, aprendeiz de ditador  e seguidor convicto da doutrina Monroe)), gostaria de reforçar o meu ponto de vista_ 

1º o sr Maduro é uma reles caricatura do seu antecessor e compete em boçalidade com o homem que o mandou prender

2º o sr Mauro foi um ditador desde que chegou ao poder e merecia há muito ser derrubado pelo povo que foi reduzindo à miséria  e ao medo

3 Nenhum país a braços com uma ditadura pode esperar ser libertado por outro pois corre o risco (já verificado muitas vezes) de ver a opressão por um cidadão nacional ser substituída pela de um ou vários estrangeiros .

Desde as guerras napoleónicas que isso foi visível mesmo quando os alegados libertados se insurgiram contra os “generosos” libertadores.

4 No século passado assistimos `à libertaçãoo de uma série de países europeus pelo Exército soviético (incluindo no lote os paíss bálticos que conjuntamente com meia Polónis foram ocupados com o beneplácito do III´Reich).

Tal libertação teve o seu ponto mais marcante n construcção do muto de Berlin  (onde de rsto já sucedera o 17 de Junho.. esmagado pelas forças sovi´rticas ocupantes do ue se chamou RDA) e a sua mais trágica manifestação  na revolta de Budapest e no fim abrupto da “primavera de Praga”.

5  Ainda, em pleno sec XX, assistimos a um par de tragédias (Vietnam, Afeganistão, Iraque  em que os americanos mostraram ao mundo e à sua própria população como é que levavam a democracia a países estranhos, que não conheciam senão superficialmente. Também os soviérticos entraram no Afeganistão, um estado miserável pobre e radicalmente muçulmano  que os derrotou como mais tarde expulsou os amigos americanos  e se tornou ainda mais radical.

6  A alegada luta contra as ditaduras (sobretudo as da América Latina)  nunca foi uma bandeira para os EUA que nada fizeram contra Pinocjet, Videla, Somoza et alia (Também é verdade que em nenhum destes países onde vicejaram ditadores crapulosos e corruptos, havia petróleo. E mesmo onde o havia (brasil) não foram as unidades especiais americanas que  detiveram os generais.

 

7  As intervenções seja de quem for contra ditadores alheios tem dado azo a reacções violentas e populares, a guerras civis de duvidoso desfecho e não raramente a pesadas perdas humanas entre os libertadores (que por sua vez infligem ainda perdas mais violentas nos povos sublevados)

8 Independentemente do que ocorre nos países intervencionados, temos que, há regras internacionais, organizações igualmente internacionais  que proíbem taxativamente aventuras de índole colonial ou imperialista

9  esquecer isto, apenas porque Maduro “caiu”, está ferros numa prisão americana, sob acusações  que podem ser falsas ou dificilmente provadas e aprovar ou calar as críticas a esta acção (ilegal não só porque levada a cabo sem autorização do congresso mas também porque nem sequer foi precedida de declaração de guerra)  fingindo que os fins obtidos são eticamente superiores aos meios usados, é prova de falta absoluta de bom senso político ou de cobardia perante uma potência que desde já meses anda a ameaçar outras nações no caso a Dinamerca directamente, o Canadá indirectamente e pelos vistos agora Cuba e o México. 

10 o  s votos hipócritas de rápido regresso à democracia (e o caso do ministro Paulo Rangel é particularmente miserável) escondem o medo da actual América, o mesmo é dizer que se está de regresso ao espírito de Munique e aos prolegómenos da 2à guerra mundial.

11  Repito (e repetirei tantas vezes quantas forem necessárias) que a acção americana acaba por beneficiar a Rússia no caso da Ucrânia e a China no que toca a Taiwan. E Israel fica com porta escancarada para, de uma vez por todas,  ocupar Gaza e a Cisjordânia toda. 

12  Trump com  obsessão pela Gronelândia ainda não se lembrou dos Açores provavelmente porque nem sabe que existem ou sabendo não tem uma exacta noção geográfica e geo-estratégica. Mas pode lá chegar

Basta que a mulherzinha americana que publicou o mapa da gronelância pintada com as cores da América e ilustrada pela palavra “soon”  resolva  continuar na sua carreira de ilustradora política. 

!3  parece que os cavalheiros democratas ue “compreendem” a acção dos EUA  ainda não sabem que Trump não conta com a srªa Corina Machado nem com o presidente “eleito” e refugiado na Espanha. 

!4 em boa verdade também eu não conto com a dita senhora que, pelos vistos, embandeirou em arco com a façanha trumpista esquecendo-se que o rapto de Mauro é um atentado à independência nacional do seu país e tem por objectivo único o petróleo do eventualmente “seu” país...

 

14  Emilio Salgari  escreveu um livro chamado “piratas das Caraíbas” e fez as delicias da minha infância seu fiel leitor (juntamente com Júlio Verne). Não sei se ainda há edições deste livro em venda mas não vale a pena. A realidade actual ultrapassa em muito a ficção e é bem mais aterradora e repugnante.

 

 

 

 

 

 

estes dias que passam 1032

d'oliveira, 03.01.26

o, não e não!

mcr, 3-1-26

 

Faço parte dos que desde o primeiro dia detestaram Nicolás Mafuro, coisa, de resto, que herdei di tempo em que detestava o seu antecessor, aquele que conseguiu  irritar o rei de Espanha que lhe perguntou, abruptamente, “ porque no te calas?”

Refiro-me a Hugo Chavez o inventor de uma alucinante ideologia bolivariana que ainda hoje é apenas uma nebulosa mistura de populismo, esquerdismo, tirania e corrupção.

A captura de Nicolás Maduro e da mulher no meio da madrugada por tropas americanas é um acto de guerra, que de resto não foi declarda. Pelos vistos Trump não se importa muito com isso. Como não se importou  com a flagrante pirataria nas Caraíbas que redundou na destruiçãoo de barcos alegadamente identificados sem provas como perencendo a narco traficantes e transportando drogas com destino aos EUA. Convém lembrar que houve mesmo um caso de assassínio claro: nos restos de um barco destruído dois náufragos sobreviventes foram metralhados e mortos quando já nada podiam fazer. O mesmo se passou com a apreensão de barcos petroleiros venezuelanos. 

Os EUA nunca apresentaram provas daquilo que qualificaram narco-trafico venezuelano com origem e comando no governo do país.

A Venezuela não foi nunca apontada como um dos pilares da produção, distribuição transporte de droga. Esse papel coub sempre a outros e próimos países latino americanos. 

Incidentalmente, conviria igualmente, recordar que se há produção e trágico é porque há, nos países consumidores,  organizações locais que det´ém o cotrolo (e os lucros) da venda de drogas. N ocaso dos EUA estamos a falar de norte.americanos, envolvidos em diferentes e poderosas mafias com dirigentes amricanos conhecidos (e eventualmente perseguidos quando as polícias conseguem informação suficiente).

Julgo, e creio que me nao engano, que mesmo ao lado dos EUA há um país, o México que é conhecido por albergar poderosissimas organizações criminosas, famosas por milhares de assassínios anuais, e que fazem entrar nos EUA a maior parte da droga que lá se consome. 

Desde o primeiro dia de mais este conflito foi visível e notório que a droga era a menor das preocupações de Trump e que as reservas petrolíferas (as maiores do mundo) pareciam ser o alvo preferencial senão único dos EUA (ou de Trump que, agora, parece ser a única instancia decisória norte americana. 

Lembre-se que as acusações a Mauro (que é um pobre diabo, patife mas sem especial relevância) são, de certo modo inovações. Os EUA conviveram sem grandes problemas com o Chile de Pinocet, com o Brasl dos generais, com as tiranias sul americanas, com a Argentina da junta.  Nesses anos, as intervenções americanas naquilo que é o seu quintal exclusivo limitaram-se a pequenos países e pequenos tiranetes de que Noriega é um vivo e triste exemplo. 

Este ataque que, para lá do rapto de Maduro e mulher, foi seguido por ataques a alvos em Caracas e noutros pontos, é um acto de guerra. De guerra não declarada como já se não via desde Dantzig  ou Pearl Harbour

Também é conveniente lembrar a frase de Roosevelt sobre o ataque inopinado japonês qualificado de dia da infâmia.

Obviamente, Trump, boçal e ignorante (características que partilha com o prisioneiro Maduro) pode nem saber o que se passou nesses anos 30/40

E já que de história pregressa se fala, também é bom recordar que no início da 2ªguerra, aalemanha de Hitler e a URSS de Stalin atscaram a Polónis e dividiram-na sem especial declaraçãoo. A URSS entretanto, entendeu igualmente ocupar os países bálticos  sem que estes alguma vez a tivessem desafiado.

O ataque da Rússia à Ucrania aninciado como uma mera operaçãoo armada especial foi também algo de repugnantem de infame e de ataque ao direito internacional. 

Até ao momento, desconhece-se que reacções se desenvolvem na Venezuela que, pode ter um exército de opereta, bom para matar civis seus compatriotas indefesos mas incapaz de ripostar a um ataque do poderoso vizinho e agressor norte americano. Maduro era ditadorzeco de segunda ordem apoiado pela tropa e por uma parte eventualmente minoritátria do seu povo. 

É provável que as ultimas eleições tenham sido uma fraude, coisa que não podemos assegurar absolutamente porue não foi possível monitoriza-las. De todo o modo, muitos países não reconheeram a bitória doa alegadod bolivarianos. O alegado presidente eleito refugiou-se em Espanha e a líder da Oposição a Maduro recebeu o nobel da paz  (que trump sesejava, save-se lá por que razão, para si) e passou à clandestinidade. 

Neste exacto momento os EUA anunciam que vão tomar o contole da Venezela, governá-la e trazer, queiam os nativos queiram ou não, a pax americana e a felicidade ao país. Uma felicidade colonizada, evidentemente e gordos contratos petrlíferos pra não falar de outros benefícios.

Pelos vistos ninguém espera resistência popular  o que me parece extraordinário porque, apesar de tudo, a América Latina tem uma sólida tradiçãoo de guerrilha e de violência política.

Os russos enganaram-se no qu toca à presumível vitória relâmpago sobre a Ucrani e pode acontecer que o mesmo ocorra no enorme país que é a Venezuela. Até que uma américa cansada entenda sair de lá como ocorreu no Vietnam ou no Afganistão

Uma segunda questão prende-se com o que pode ocorrer noutros pontos do mundo que Trump considera fundamentais para a segurança dos EUA. 

Mesmo que seja duvidoso que Trump arrisque um ataue a Cuba que já demonstrou saber defender-se, há uma ilha, a Gronelandia, território autónomo sob jurisdiçãoo dinamarquesa  que corre o sério risco de ocupaçãoo americana tanto mais que oTrump já nomeou um  pro-cônsul para o efeito. 

Um terceiro ponto, que já aqui referi em anterior post, é o que, a  partir de hoje ,se pode esperar do conflito  russo ucraniano. A ilegalidade manifesta da invasão russa está agora quase razoável com este ataque e eventual  ocupaçãoo da Venezuela.

É demasiado cedo para saber como é que a União Europeia vai fialmente reagir  mas qualquer toque de “compreensão” pela acção americana será um desastre e uma vergonha avsoluta.

A  idhipotese de que capturar um tiranete merdoso como Maduro bsta para afastar  a ideia de um crime internacional faz lembrar os piores tempos da pré 2ª guerra mundial e as cedências continuas das democracias a Hitler.

Trump não é Hitler: falta-lhe cultura, razões (más) históricas algum conhecimento militar  e político. 

Tamvºem, neste momento, se desconhece a reacção política nos EUA, quer do Cogresso, quer do Senado que do povo americano ou do partido Democratico.  Estamos em fim de festas tradicionais e num fim de semana mas seria bom que amanhã se registassem declarações fortes sobre esta miserável acção.

A ideia sinistra de julgar Masuro num Tribunal americano, furtando-o à acção da justiça venezuelana ou de algum Tribunal Internacional é apenas um acto de barbárie claramente ontra qualquer concepção de Direito. 

Finalmente, por muita simpatia que tenha pela oposiçãoo venezuelana, temo que não perceba o que está a uceder ao seu país e ao seu povo. Qualquer manifestaçãoo de simptia pela acção anmericana  poderá significar perda de apoio popular. O colaboracionismo com qualquer governo militar americano não passará disso mesmo. 

Hoje, ouvi alguns emigrantes portugueses regressados da Venezuela. A alegria que um fdeles, advogado, demonstrou nem sequer pode ajudar quem lá está e pode mesmo ser o sinal para alguma, muita, raiva popular  contra a comunidade portuguesa. Será que devamos preparar-nos para lidar com outra vaga de retornados?

De resto não me recordo de que algum país se tenha libertado dos pressores internos graças a uma invasão de outra potencia .

Em tempos já distantes, as guerras napoleónicas, circulava em Espanha entre os patriotas da guerrilha, u grito “Vivam las cadenas”. Ou seja negavam aos exércitos franceses o direito de lhes trazerem as liberdades  prometidas e egadas pelos seus reis inábeis e fracos. E desprezíveis...