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Incursões

Instância de Retemperação.

Incursões

Instância de Retemperação.

Uma pandemia dentro da pandemia maior…

JSC, 22.10.20

Mais logo, o EIXO DO MAL. Programa que costumo ver, umas vezes em directo, outras em diferido. A temática COVID (mais o folhetim Bloco/OE) tem dominado os últimos programas, como, provavelmente, vai entreter o desta noite.

O EIXO do Mal, com particular ênfase para as intervenções da Drª Clara, tem elogiado o comportamento das pessoas (apesar de ser as transportadoras do bicho) e arrasado o Ministério da Saúde e as conferências (que apelidam de “missas”), que promove diariamente, sendo particularmente visada a Directora da DGS.

Confesso que tenho uma grande admiração e apreço pela Senhora Directora da DGS, a quem devemos reconhecer a paciência infinita como responde às questões dos jornalistas; os conselhos concisos e precisos que incutem confiança e segurança apesar de toda a incerteza que advém desta pandemia em crescendo; a transparência e clareza na mensagem que faz passar.

No entanto, no falar do EIXO, para a Dr.ª Clara, a Directora da DGS (e já agora a Ministra) parece ser a responsável por trazer a pandemia para dentro de portas e por não conter a sua evolução. Seria bom que a Dr.ª Clara e seus companheiros de painel atentassem no que se passa no resto dos países. Vejamos, notícia de hoje, Bélgica, as unidades de cuidados intensivos já atingiram os níveis máximos de capacidade.   França, Rússia, Roménia, Ucrânia e República Checa também estão a aproximar-se de uma situação semelhante.

É caso para dizer que enquanto a Directora da DGS informa, esclarece, acompanha, incute confiança, enfim, está no terreno a dar a cara pela pandemia, outros, no conforto do estúdio, desconsideram a DGS, falam em descoordenação de serviços que desconhecem de todo, enaltecem o comportamento das pessoas para imputar culpas à DGS, dão palpites, fazem jus à maledicência…

É uma pandemia dentro da pandemia maior

EM NOME DOS DIREITOS E LIBERDADES INDIVUDUAIS...

JSC, 19.10.20

Do que ouço, do que leio, parece que vivemos num país à beira do caos, pior, à beira de uma terrível ditadura. Um jornalista (inteligente) pergunta, “a Constituição vai ser suspensa?” O Senhor Bastonário (omnipresente na rádio e na tv) insurge-se contra todas as medidas que surgem no SNS ou porque não estão bem articuladas ou porque não o ouviram ou porque não. Um Administrador Hospitalar anuncia a confusão nos hospitais que ele administra, o esgotamento, porque não foram tomadas as medidas (quais?) que a sua associação terá sugerido. E que dizer dos comentadores, dos fóruns, onde o modo como formulam as questões já induz a resposta, todos fazedores de opinião, que propagam em uníssono que nada está certo, nada esteve certo, que o que aí vem será muito pior, que, por omissão, tudo isto só sucede por estas bandas…

Entretanto, sem todos eles levarem isto em conta, o vírus continua a expandir-se, levado pelas pessoas, pelas famílias, pelos amigos, pelas festas particulares, pelos convívios. O vírus solta-se por aí e todos esses entendidos continuam a bater nas medidas, eles agora até sabem o que deveria ter sido feito em Março e criticam a DGS, a Ministra por não ter feito o que na altura, verdadeiramente, ninguém sabia o que fazer com grande certeza. Uma lástima.

Quanto a colocar o dedo onde dói, o comportamento solto das pessoas, que não levam a sério as medidas recomendadas pela OMS e pela DGS, quanto a isto nada de nada.  Porque é assim? Provavelmente, não devem querer chamar à atenção das pessoas para o cumprimento das regras mínimas de cidadania, para eles isso é uma coisa menor. Em alternativa, sabe-se agora e com grande ênfase, talvez pensem que o cumprimento dessas regras deve ficar ao critério de cada um, em nome das liberdades individuais. Ou seja, em nome dos direitos e liberdades individuais cada um é livre de infectar quem lhe aprouver.

Nota, não incluo nas medidas a tomar por cada cidadão o uso da aplicação de nome inglês de que tanto se fala. Quanto a isto entendo que cada pessoa deve fazer o que a sua consciência ditar. Concordo com o Senhor Bastonário quanto a não ser uma solução milagrosa, mas se contribuir para o SNS identificar eventuais infectados já cumprirá o objectivo.

Avante FESTA DO AVANTE!

JSC, 01.09.20

Com especial atenção para Miguel Sousa Tavares, Manuel Carvalho, São José Almeida e afins

« - Epá, a mim não me comem por parvo nesta. Isto eu não deixo passar.

- O quê?

- O Avante! Aquela palhaçada! Como é que é possível deixarem que aquilo aconteça?

- É verdade. Escandaloso, pá.

- Estes comunas, pá. Fazem o que querem.

- Pois fazem. Tudo em casa e eles fazem aquilo.

- É mesmo à comuna. E ninguém fala nisto!

- Ninguém.

- Quer dizer, tem aberto um ou outro noticiário.

- Sim.

- Um ou outro comentador tem falado.

- Poucos.

- Poucos, claro. Ninguém critica os comunas.

- Como se algum partido pudesse fazer o que eles fazem.

........  » ler todo o artigo aqui

Emergência - Mensagens falsas vesus ajuda solidária

JSC, 19.03.20

O Estado passou a estado de emergência. Aceito que não teriam tomado tal medida se não a vissem como oportuna e adequada ao desenvolvimento da doença. No fundo, acredito que quem nos governa está a trabalhar e a fazer o melhor que pode e sabe para minimizar os efeitos nefastos do COVID 19. O mesmo se aplica aos profissionais do SNS.

O que importa é que agora temos de nos ajustar e tentar sobreviver a esta emergência colectiva. Em boa verdade, o que nos pedem nem é muito: ficar em casa, lavar e lavar as mãos, manter a distância social. Na prática os dias correrão como sempre, só que agora carregados pelo COVID 19. Parece que por aqui vai chover nos próximos dias. Nem isso fará muita diferença. Em casa não chove.

Depois, lá para o início da semana há que ir ao supermercado. Ao menos não faltam bens essenciais, o que garante uma grande tranquilidade.Pelo meio temos de lidar com os sacanas que produzem mensagens, vídeos, noticias falsas a insultar quem está a trabalhar, a fazer o que pode no combate ao vírus.

Tenho dificuldade em perceber porque há tanta gente a partilhar esse esterco. As autoridades deveriam ter poderes para identificar e criminalizar as bestas que produzem conteúdos falsos ou insultuosos.

Afinal há muita coisa boa a acontecer que bem merecia ser partilhada, ter maior divulgação. Muitos são os exemplos de solidariedade, de ajuda desinteressada seja aos vizinhos, seja à comunidade em geral. As antenas bem se poderiam abrir para revelar esses exemplos.

Os "sábios" do COVID 19 e de todas as calamidades públicas

JSC, 18.03.20

Tal como a maioria dos portugueses também vou ficando em casa à espera que a coisa passe. Como se tem muito tempo livre vai-se ouvindo e lendo notícias que se repetem até à exaustão. Do ponto de vista noticioso o COVID 19 é um tremendo cansaço. Um cansaço enviesado pela direita que enche as redações, escolhe comentadores, faz as perguntas e corta as respostas.

De um modo geral, eu que nunca votei PS, penso que o Governo tem agido com a firmeza e a serenidade que a gravidade da situação exige.

Claro que hoje todos queremos mais e mais do Governo. Até há aqueles que acusam o Governo de não ter “tomates” para tomar as medidas que eles próprios poderiam e deveriam tomar, mas que não tomam, eles sim, por falta de tomates.

Verdade, é que à medida de se incrementa a propagação do vírus cresce a verborreia de uns tantos jornalistas/leitores do que a redacção lhes mostra no teleponto e de jornalistas/cronistas de direita ou aparentados na esperança colectiva de que no fim do pesadelo o Governo, em particular o Primeiro-ministro, esteja em estado K.O., abrindo assim a autoestrada de acesso ao poder da direita dita liberal.

Confesso que até andava empolgado, surpreendido mesmo, com as últimas intervenções de Rodrigo Guedes de Carvalho, na SIC. Ontem, na entrevista a António Costa, percebeu-se que o objectivo não era que o Primeiro-ministro esclarecesse o povão, o obectivo, claro e nítido, era levar o Primeiro-ministro às cordas, sempre que o PM procurava esclarecer, o jornalista interrompia para desencadear novo assalto. Uma lástima.

Rodrigo Guedes de Carvalho integra um vasto conjunto de “sábios” que sabe tudo sobre o combate ao COVID 19. Por exemplo, as últimas crónicas do especialista em “provas de algodão”, João Miguel Tavares, no Público, particularmente aquela em que lança as garras sobre o Presidente da República, são bastantes reveladoras do que move o JoãoMT. O esplendor da direita. Muitos outros seguem o mesmo percurso, por um lado, apontam o que deve ser feito, porque eles é que sabem o que deve ser feito, como deve ser feito e quando deve ser feito. Por outro lado, criticam o que se faz, porque a medida X ou Y tardou ou porque os meios, sempre os meios, são insuficientes ou ainda porque sim.

O que estes “sábios” produzem são opiniões convergentes mesmo que pareçam dispersas e dissonantes. Todos remam no mesmo sentido. Orientações superiores devem guiar os seus pensamentos. O que escrevem ou dizem converge na crítica aos governantes, incluindo a DGS. Os “sábios” sabem tudo. Os governantes só fazem asneiras, só dizem asneiras. A ligeireza com que apontam os erros mostra o que aconteceria a todos nós, caso essa gente tivesse responsabilidades políticas, tivessem de tomar decisões em tempos de calamidade pública.

 

A propósito de encerrar ou não encerrar as Escolas...

JSC, 12.03.20

Pode um governo, mesmo em situação de uma crise de saúde pública, gerir um país contra a comunicação social? Pode um governo tomar medidas técnica e cientificamente sustentadas quando todo o ambiente comunicacional, incluindo profissionais do comentário, vai no sentido contrário?

Ontem durante várias horas reuniu o Conselho Nacional de Saúde Pública. É um grupo formado por 20 pessoas com saberes técnicos e científicos na área da saúde. Contudo, as suas conclusões unanimes foram, de imediato, colocadas de lado por gente que se guindou a presidente de associações “disto e daquilo”, estatuto que lhes confere direito a ter acesso a um microfone e mandar uns bitaites sobre o que quer que seja.

Foi assim que apareceu, hora a hora, um funcionário público de nome Filinto Lima, presidente de uma associação Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, a defender o encerramento das escolas e a proclamar que "um Governo não pode governar por pareceres". Ou seja, O Governo não pode seguir o parecer do Conselho Nacional de Saúde Pública, mas deve seguir o que diz o Senhor Filinto Lima, apesar de em matéria de saúde, provavelmente, saber zero.

Como é barato formar associações, o também Presidente Associação Nacional de Dirigentes Escolares, Manuel Pereira, defende, de igual modo, o encerramento de todas as escolas por causa “do medo”.No mesmo sentido, o presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais, Jorge Ascenção também acredita que seria preferível antecipar as férias da Páscoa e mandar os meninos de férias na esperança de que depois seja melhor. E se não for?

Ou seja, para estes três “presidentes” com voz e microfone aberto, o Governo não deve levar em conta na sua decisão o parecer de quem sabe. O que deve fazer é seguir o critério do “medo”, o sentir da rua, e fechar todos os estabelecimentos de ensino. Como se percebe é tudo gente bem informada e formada, por isso são presidentes dessas organizações de pressão política.

Depois, há ainda os fóruns que convidam à participação popular. Ontem estudantes universitários foram a banhos quando deveriam ficar em casa ou em locais recatados. Hoje, em vez de criticarem tais comportamentos apareceram comentadores a criticar o Governo por ter comunicado mal, por não ter explicado aos meninos que lá por não terem aulas isso não significa férias.

Não sei qual a melhor solução. Acredito, contudo, que a opinião de 20 especialistas em saúde pública vale mais que a de uns tantos presidentes de associações de funcionários públicos e bem mais que a opinião politiqueira de uns tantos comentadores encartados. Portanto, espero que o Governo não caia na tentação fácil de seguir o microfone das TVs e das rádios.

Por uma questão de dignidade, saúde mental e higiene

JSC, 04.03.20

Quando começou a falar-se da eventual compra da TVI pela Cofina interrogava-me sobre qual a atitude dos jornalistas da TVI face aos novos donos. Como é que eles iriam subordinar-se às manchetes do Correio da Manhã e veicular no canal generalista o modelo faccioso da CMTV.


Alguns jornalistas já bateram com a porta. Outros, provavelmente, seguirão o mesmo caminho. É óbvio que isso em nada alterará o destino da TVI. Talvez até facilite o caminho e alivie a carteira aos novos donos. De qualquer modo fica o sinal positivo de quem ainda ousa dizer NÃO.


Releva-se, para que conste, a declaração de Constança Cunha e Sá na hora em que também deixa a TVI:

"Devo um esclarecimento a todos os que me seguem ou não e que me apoiaram nestes últimos tempos. Saí da TVI, que durante muitos anos foi a minha casa, por uma questão de dignidade, saúde mental e higiene. Nunca acabaria a minha vida profissional a trabalhar para a Cofina. Lamento"

SOBRE JUAN GUAIDÓ ANDRÉ VENTURA

JSC, 18.02.20

I
O Governo venezuelano suspendeu a TAP de voar para Caracas. O Governo português, pela voz de Santos Silva, reagiu, de imediato, considerando “um ato inamistoso para Portugal”, que “não merece esta atitude” por parte do governo venezuelano.


Santos Silva disse, ainda, que “mal soube da notícia foram desencadeadas as diligências necessárias para usarmos todos os meios diplomáticos para procurar que esta decisão das autoridades venezuelanas seja alterada e que a TAP possa retomar os seus voos”.


Parece-me bem. Diligencie Sr. Ministro, diligencie. Contudo, Santos Silva não esclareceu se tais “diligências” estão a ser feitas junto do Governo da Venezuela, do Presidente Maduro, ou junto de Mr Guaidó, que o Governo português reconhece como Presidente da Venezuela…


Entretanto, o autoproclamado presidente Guaidó e seus apoiantes prosseguem o apelo à mobilização dos povos contra o “ditador” Maduro. Por tudo isso e pelo tempo que tudo isto dura e ainda pelo que se vê e lê, só podemos concluir que mesmo como “ditador”, Maduro é um “ditador” muito incompetente…


II
Em direto ou em deferido costumo ver o telejornal da TVI às Segundas. É quando Miguel Sousa Tavares aparece a opinar/debater sobre a espuma dos dias.

Ontem, para grande surpresa minha, apareceu acompanhado pelo agora institucional André Ventura.

Não sei qual foi a ideia. Mas se Miguel Sousa Tavares pensava que ia desmascarar o populista, a coisa saiu-lhe muito mal.

André Ventura atropelou o MST, deixou-o na valeta e prosseguiu com o seu discurso trauliteiro.

Como não alcanço do interesse de MST em debater com tal personagem será que os patrões da CMTV já ordenaram que a (sua) nova TVI abrisse o microfone ao André Ventura?

QUESTÕES QUE O LUANDA LEAKS SUSCITA

JSC, 23.01.20

Já lá vão alguns anos que, pelo Ano Novo, discutíamos a “acumulação” de riqueza por uma dita élite angolana. Éramos todos oriundos da mesma escola, amigos, com a particularidade de um ser luso-angolano, com grande ligação ao poder e ao MPLA. Era o único a defender, calorosamente, com recurso à teoria económica, os investimentos da Isabel dos Santos e dos que lhe eram próximos.


Não sei que conversa teríamos hoje. Sei que continuo a pensar o mesmo. Era dinheiro a mais para uma pessoa só. E mesmo que dinheiro gere dinheiro, o primeiro dinheiro não podia ter sido gerado. O volume dos investimentos e a oportunidade de cada negócio tornavam isso evidente.


Hoje, atulhado pelo ruído das notícias, centradas em Isabel dos Santos, dou comigo a questionar:


1. Tudo o que tem sido revelado através dos meios da comunicação social deve ser qualificado como jornalismo de investigação ou como pirataria informática?


2. Quem foi o “único denunciante” que entregou os “715 mil ficheiros” à PPLAAF?


3. Como obteve esses milhões de registos?


4. Qual a motivação para disponibilizar essa informação?


5. Como entender que nos 715 mil ficheiros apenas apareça Isabel dos Santos como usurpadora dos recursos públicos?


6.  Se os ficheiros começaram a ser disponibilizados no final de 2018 e início de 2019 porque só agora tornaram pública essa informação?


7. Porque não assacam responsabilidades às auditoras, designadamente à PwC, (que terá recebido milhões e agora saltou fora)?


8. Se todos os negócios e Contas foram auditadas porque é que as autoridades angolanas e mesmo as portuguesas não acusam as empresas de auditoria em causa?


9. Porque é que o PGA foi agora tão lesto e disponível para vir a Portugal e foi tão ríspido e ausente no passado recente (caso Manuel Vicente)?


10. Se os “715 mil ficheiros” foram fornecidos por “um único delator”, como poderemos estar seguros da isenção política, económica ou outra deste delator?


Eis algumas questões a que, em meu parecer, o jornalismo democrático e isento deveria responder.  A corrupção deve ser combatida por meios lícitos e justos. O combate à corrupção não será bem um combate se na génese deste estiverem outros interesses, igualmente mesquinhos e iníquos. Neste combate não deve haver lugar para ambiguidades.

Vergonha é dar troco ao André Ventura

JSC, 16.12.19

A TSF elegeu André Ventura como tema da conversa de hoje. O modo como formularam a questão colocada aos intervenientes já pressupunha, induzia, a condenação do Presidente da Assembleia da República. Não ouvi. Contudo, com grande margem de certeza, o promotor da conversa irá aproveitar para, sob a pseudo- defesa da “liberdade de expressão”, denegrir as instituições públicas em geral e o Presidente da Assembleia da República, em particular.
Eu também penso que o Dr. Ferro Rodrigues, enquanto Presidente da Assembleia da República, não andou bem na crítica que fez à quele deputado. Não tanto pelo que disse, antes porque penso que aquela pessoa, que ocupa aquele lugar no parlamento, deve ser deixada a falar sozinha.


Ele está ali, não pode ser removido, contudo, pode ser ignorado.


O que o Dr. Ferro Rodrigues fez foi dar-lhe palco e abrir-lhe os microfones da comunicação social, sempre zelosa, faminta, por casos, casinhos. É lamentável que jornalistas, como os da TSF e outros não vislumbrem o que move o Sr. André.


Depois do episódio das cadeiras, que deu uma semana de notícias e comentários, tal a importância da coisa, seguiu-se a manifestação dos polícias, as facturas, os votos de pesar, etc. O objectivo é sempre o mesmo, ser falado, aparecer, que notem a sua existência. Tem-no conseguido e de que maneira!


É natural que o Presidente da Assembleia da República esteja cansado de tanta charlatanice, do uso desmedido de palavras vazias de “vergonha” e “vergonhosas”. Não há volta a dar. Vão ser quatro anos disto. Só há uma forma de o conter. Passar à frente, ouvi-lo, sem o ouvir.


Depois, sempre que a TSF, a CMTV, o Correio da Manhã ou outros quiserem dar auditório ao Sr. André Ventura, o melhor é deixá-lo ficar a falar com eles, só com eles.