Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Incursões

Instância de Retemperação.

Incursões

Instância de Retemperação.

Azeredo Lopes absolvido

José Carlos Pereira, 07.01.22

Há poucos anos, sucedeu com Miguel Macedo. Hoje foi com Azeredo Lopes. Dois ministros que se demitiram (e acabaram com quaisquer aspirações políticas que tivessem para o futuro) devido a acusações graves do Ministério Público, as quais não se comprovaram de todo e caíram totalmente na hora do julgamento.

A pressão justicialista que se sente em muitos sectores do Ministério Público, alimentada pela comunicação social populista, atingiu irremediavelmente a vida profissional e política de Miguel Macedo e Azeredo Lopes. Ninguém é responsabilizado? Será que os magistrados que promoveram a acusação ainda vão ser avaliados com nota alta? Tapamos olhos e ouvidos e seguimos para a próxima?!

A Marinha (e os políticos) à deriva

José Carlos Pereira, 29.12.21

O processo de substituição do Chefe do Estado-Maior da Armada não podia ter corrido pior. Jogos de sombras, promessas e entendimentos privados, ambições desmedidas, nada faltou. Aliás, faltou, sim, o pleno esclarecimento público de um processo, iniciado com surpresa há alguns meses e que deixa mal o Presidente da República, o Governo, as Forças Armadas e, em particular, o prolixo Gouveia e Melo, que, deslumbrado com os aplausos recebidos, julga-se pau para toda a colher.

Regionalização

José Carlos Pereira, 17.12.21

Acompanho por inteiro a posição do presidente da CCDR Norte, António Cunha, sobre a regionalização, manifestada em recente artigo no "Jornal de Notícias". Deve preparar-se com tempo um processo que tenha bases sustentadas e que permita explicar, de forma clara, aos portugueses o que têm a ganhar no seu dia a dia com a institucionalização de um modelo de governação do território mais próximo das pessoas, das empresas e dos seus anseios de desenvolvimento.

Para onde caminha este Rio?

José Carlos Pereira, 11.12.21

screenshot.png

Não sem alguma surpresa, Rui Rio derrotou Paulo Rangel na corrida à liderança do PSD. Essa surpresa veio sobretudo do eco público provocado pelo apoio a Rangel de todas as correntes (passistas, cavaquistas, etc.) descontentes com o rumo seguido pelo PSD nos últimos anos. E até anteriores apoiantes de Rio, como o fundador Francisco Pinto Balsemão ou o vice-presidente Morais Sarmento, preferiram não tomar partido na contenda interna, o que relevou por ser, na realidade, um não apoio ao candidato incumbente.

Contudo, o aparelho controlado por Rui Rio acabou por ser mais eficaz e conseguiu suplantar as estruturas partidárias apoiantes do seu opositor. A vitória aconteceu por curta margem, é certo, mas deu ao presidente reeleito do PSD uma força revigorada e um novo impulso.

Rui Rio sempre actuou a partir de um reduto de fiéis apoiantes, muitos deles com os mesmos pecadilhos que Rio só vê nos que se lhe opõem. Nunca foi dado a cedências e a contemporizações com os seus opositores. Já se viu isso nas listas de candidatos a deputados que entretanto fez aprovar. A partir daqui correrá por sua conta e risco. A metade do partido que votou contra si estará de papel e caneta a tomar notas e a fazer contas na noite de 30 de Janeiro.

Que resultado esperar de Rui Rio nas legislativas? Creio que é expectável que o PSD cresça em relação às eleições anteriores, capitalizando a dinâmica que resultou da disputa interna, mas tirando partido sobretudo do desgaste (e dos erros) dos seis anos de governação socialista. Mas isso, a meu ver, não chegará para ganhar. O resultado que vier a alcançar e aquilo que puder fazer com ele, nomeadamente ter ou não capacidade para influenciar a governação, vai determinar a reacção dos seus opositores internos.

Se António Costa ganhar as eleições e conseguir governar sem precisar de fazer cedências ao PSD, Rui Rio ficará fragilizado e apenas permanecerá na liderança do PSD enquanto isso for do interesse dos seus desafiantes.

Venham de lá as eleições!

José Carlos Pereira, 08.11.21

DE01766.jpg

No dia 30 de Janeiro teremos eleições legislativas antecipadas. Marcelo Rebelo de Sousa anunciara alto e bom som que o recurso a eleições seria o desfecho óbvio em caso de chumbo do Orçamento do Estado (OE). Se BE e PCP entendiam que eram inultrapassáveis as divergências com a proposta de OE apresentada pelo Governo, então ruía a base de suporte que sustentou o executivo e, não se vislumbrando qualquer alternativa no actual quadro parlamentar, não restava outra solução que não fosse uma ida antecipada às urnas.

O Presidente da República ainda recordou, no seu discurso ao país, que tinha viabilizado orçamentos dos executivos de António Guterres, mas obviamente não havia neste momento qualquer possibilidade de o PSD contribuir para a aprovação do OE. O período da troika e do governo de Passos Coelho criou clivagens enormes entre os dois partidos, que depois conduziram à solução de governo "inventada" por António Costa. Aliás, o próprio primeiro-ministro deixara claro no ano passado que, se viesse a precisar do apoio do PSD, nesse momento cairia o Governo.

Na política portuguesa, e sobretudo na relação entre PSD e PS, há um antes e um depois da legislatura 2011/15. Se em outras circunstâncias haveria caminho para António Costa e Rui Rio firmarem entendimentos em matérias críticas para o país, isso hoje não se coloca. E se o PSD vier optar por eleger Paulo Rangel para a liderança do partido, tal representará um realinhamento mais à direita, na ânsia de polarizar com o PS os dois campos políticos opostos. Se isso pode servir para conter o crescimento que se antecipa do Chega, o que em si mesmo é positivo, não deixa de representar uma estratégia de maior antagonismo, diria até de radicalismo, face aos socialistas. Não é com surpresa que se vê Paulo Rangel ser apoiado por todos aqueles que estiveram mais envolvidos no governo de Passos Coelho/Paulo Portas.

À esquerda do PS, esgotada a política de reposições que, em boa medida, justificou os acordos entre BE, PCP e PS nos últimos seis anos, voltou a prevalecer a vertente de protesto que mais identifica BE e PCP. A estes dois partidos, com história e percursos tão diferentes, não serve um PS forte e dominante, que acaba por lhes retirar espaço e eleitores. A páginas tantas, à luz dos seus interesses mais egoístas, mais vale que a direita volte ao poder para que possam afirmar-se no protesto permanente, ao mesmo tempo que assistem à fragilização do PS. Creio que aqueles que, no seio do PS, acreditam numa maioria estável com o suporte de BE e PCP estão iludidos com algo que dificilmente acontecerá, tantas são as divergências de base entre socialistas democráticos, comunistas e radicais de esquerda.

As próximas eleições devem proporcionar, tudo o indica, o crescimento do Chega e da Iniciativa Liberal e o definhamento do CDS (envolto num triste folhetim com o seu presidente agarrado ao poder, sem perceber quanto isso o diminui aos olhos do eleitorado). A evolução destes três partidos estará em boa medida relacionada com a liderança que for escolhida para conduzir o PSD. O maior partido da oposição necessita de arrumar rapidamente a casa e ultrapassar este momento menos feliz em que o líder em funções queria marcar eleições internas, depois já as queria cancelar e, por fim, anunciava querer comprimir todo o processo eleitoral do PSD. E, do outro lado, está um candidato que apoiava e, em pouco tempo, deixou de apoiar Rui Rio, propondo-se guinar o partido para a direita, o que deixa um pouco a ideia de que é mais animado pelo tacticismo de ocasião do que por aturada reflexão estratégica.

Com todo este quadro, vamos então para eleições. Marcelo poderá ter a desfeita de acordar a 31 de Janeiro sem que o quadro parlamentar se altere significativamente. As primeiras sondagens sugerem esse desfecho. Pode até acontecer que o parlamento fique ainda mais pulverizado e seja difícil constituir uma maioria de governo sólida. Não vejo que, nesse caso, se possam assacar grandes responsabilidade ao Presidente da República. Este ciclo encerrou por si, os portugueses têm a palavra e os partidos terão de estar à altura do momento que Portugal vive neste pós-pandemia.

Autárquicas no Tâmega e Sousa - Análise eleitoral

José Carlos Pereira, 27.09.21

Na noite das eleições autárquicas, estive a comentar os resultados eleitorais numa emissão online do jornal "A Verdade", na companhia da jornalista Ana Regina Ramos e dos ex-deputados Fernando Jesus (PS) e Luís Vales (PSD), ambos com forte vínculo ao Tâmega e Sousa.

Fernando Jesus foi vice-presidente do Grupo Parlamentar e membro da Comissão Nacional do PS, autarca na cidade do Porto e é membro da Comissão Política Distrital do PS/Porto. Luís Vales foi secretário-geral adjunto e membro do Conselho Nacional do PSD, vice-presidente da JSD, presidente do PSD/Marco e autarca em Marco de Canaveses.

A transmissão está disponível para ser revista no Facebook ou no You Tube.

Autárquicas na Área Metropolitana do Porto - Debate

José Carlos Pereira, 13.09.21

241040975_6019787604729395_4478049917505092845_n.p

O ciclo de debates autárquicos promovido pelo jornal A Verdade terá hoje as atenções centradas em Paredes, município integrado na Área Metropolitana do Porto. A convite do jornal, farei a moderação do debate que reunirá os candidatos à presidência da Câmara Municipal.

O debate será emitido às 21h00 nas páginas de Facebook, LinkedIn e You Tube do jornal.

Jorge Sampaio (1939-2001)

José Carlos Pereira, 10.09.21

img_432x243$2021_08_27_18_23_44_1074888.jpg

Portugal sofre uma perda inestimável com a morte de Jorge Sampaio, Presidente da República entre 1996 e 2006. Activista pela liberdade durante a ditadura, destacou-se então como líder estudantil e depois como advogado de presos políticos. Interveio na vida política a seguir ao 25 de Abril, ascendendo aos mais altos cargos, sem nunca descurar as causas que o animavam, como ficou evidente no papel determinante que teve na defesa da independência de Timor-Leste, nos mandatos que recebeu da ONU na luta contra tuberculose e na Aliança das Civilizações, sem esquecer a liderança que exerceu no apoio aos refugiados.
Conheci-o pessoalmente em 2005, aquando da sua visita oficial a Marco de Canaveses, logo após as eleições autárquicas. No almoço que se seguiu à recepção nos Paços do Concelho, tive oportunidade de lhe agradecer as palavras sentidas que acabara de proferir, as quais sublinhavam os tempos novos de dignidade democrática que se viviam no concelho. Em mais uma das suas presidências temáticas, Jorge Sampaio sinalizara ao recém-eleito presidente da Câmara, Manuel Moreira, a vontade de visitar Marco de Canaveses pouco mais de um mês após tão marcantes eleições. E foi muito bem-vindo!

Autárquicas no Tâmega e Sousa - Debates

José Carlos Pereira, 08.09.21

241040975_6019787604729395_4478049917505092845_n.p

Continua esta semana o ciclo de debates entre os candidatos a autarquias do Tâmega e Sousa promovido pelo jornal A Verdade. Depois de Felgueiras, na passada segunda-feira, hoje farei a moderação do debate que reunirá os candidatos à presidência da Câmara Municipal de Marco de Canaveses.

A transmissão em directo ocorre às 21h00 nas páginas de Facebook e You Tube do jornal.

Autárquicas no Tâmega e Sousa - Debates

José Carlos Pereira, 30.08.21

241040975_6019787604729395_4478049917505092845_n.p

Tem hoje início o ciclo de debates entre os candidatos a autarquias do Tâmega e Sousa promovido pelo jornal A Verdade. Amarante será o primeiro concelho em análise. A convite do jornal, farei a moderação do debate que reunirá os candidatos à presidência da Câmara Municipal.

Na próxima quinta-feira decorrerá o debate com os candidatos de Baião.

Os debates serão emitidos às 21h00 nas páginas de Facebook, LinkedIn e You Tube do jornal.