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Incursões

Instância de Retemperação.

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24
Jul18

Uma guerra desproporcionada e fora de tempo

JSC

O Ministro das finanças deu uma entrevista. Falou verdade. Melhor, disse o óbvio sobre o Orçamento que aí vem. Reafirma que não há dinheiro para contemplar os 9 anos, 4 meses e 2 dias que os professores reclamam.

 

 “O OE é um exercício complexo e para todos os portugueses. Temos, em nome de todos os portugueses, de propor um orçamento que seja sustentável”.   “não é possível por em causa a sustentabilidade de algo que afeta todos, só por causa de um assunto específico.

 

Foram estas as declarações que enfureceu e colocou aos pulos e aos gritos a plêiade de dirigentes sindicais. Mário Nogueira, de pin redondo a expor a rigidez dos 9A, 8M, 2D, falou de coisas moles, de barro que escorre pela parede abaixo. Outros falaram de coisas próprias, só deles. No conjunto, parece que se organizaram em orquestra de bullying contra Centeno, o Governo.

 

Esta guerra até faria sentido quando lhe retiraram o que agora reclamam. Na altura, sentiu-se um desconforto controlado, falaram baixinho e espaçadamente, apesar das perdas terem sido consideráveis: 30 mil professores retirados do sistema; Cortes abruptos nos vencimentos e abonos; aumento do número de alunos por turma; aumento da carga horária; carreiras congeladas. O ruído que hoje fazem é muito, mas muito desproporcionado comparativamente ao que fizeram quando verdadeiramente atingiram os seus direitos.

 

Este Governo não retirou direitos a ninguém. Tem vindo a devolver.

 

Depois, entendo que os dirigentes sindicais dos professores, mesmo quando reivindicam, devem agir com elevação, manter o exercício da cidadania, serem dignos na reivindicação, agir de modo que aqueles que representam sigam o exemplo e sejam exemplo para os alunos que lhes coube em sorte.

 

Pelo que se lê, os professores são hoje uma classe desalentada, em exaustão, doente, sem vontade nem alegria para o exercício da sua profissão.

 

Pelo que se lê, os professores culpam os alunos, os pais e os ministros pelo estado maleitoso em que se movimentam.

Será que os dirigentes sindicais poderão trazer alguma normalidade ao sistema, trazer alguma esperança à vida sombria dos professores e às Escolas, para além da azougada reivindicação dos 9A, 8M, 2D?

 

PS: Excluo os Professores, que os há, que contra o ambiente geral mantêm o orgulho em ser professor. Os alunos reconhece-os.