Embaraçada pelo tempo de afastamento sem nada ter avisado aos meus companheiros e companheiras de blog eu me desculpo. Conto com a tolerância de todos. Estava com tantas saudades... Mas meu tempo tem andado curto. E o cansaço tem me vencido com frequência ao final de cada dia. Enfim, são as circunstâncias. Espero que me perdoem. Deixo um abraço grande a cada um de vocês e um especial para a Guilhermina e a Kamikaze. Vocês têm me feito falta. Fica um poema que eu não havia ainda posto na net. Escrito ainda no início do verão, mas só hoje acabado ( eu me esquecera dele) . Hoje desde um calor infernal recebam o meu carinho, Silvia --------------------------------------------
o verão
chove ainda, o verão se aproxima lentamente.
a cidade se agarra às cores, respira-as; cola-se aos azuis, verdes, vermelhos. pega nas cores com cuidado, vida a depender delas.
o verão é um dos poemas da cidade. o povo bebe de má vontade esta chuva fina a molhar-lhe os pés e o olhar.
espera pela canção das cores e do sol, dos risos alagados pelo mar, do suor a fazer brilharem os corpos e o desejo,