Após uma hora de espera (como prioritário), fui simpaticamente informado de que não era possivel fornecer códigos de certidão predial, porque o sistema estava off. A opção era requerer por via eletrónica, correndo o risco de os dados fornecidos pelo interessado estarem errados. Grata surpresa: o sítio estava funcional. Requerem-se certidões, paga-se, recebem-se códigos. No entanto, de nada servem. Tem de se aguardar validação! Só não se sabe quando tal acontecerá...
E o cidadão tem de se questionar como é possivel que, com tanta automatização, informação, equipamento e programação informática, tudo demore mais do que quando era manualmente executada esta tarefa! Bem sei que, naquela época, se tinha de dar gorjeta, mas, no fim e infelizmente, ficava mais barato e era mais eficaz! O simplex é uma trapalhada!
Estando atento, podia ver-se um senhor que nunca mais conseguia tirar o cartão de cidadão, porque ora a fotografia não estava bem, ora a assinatura não estava alinhada, ora os dados não passavam! Desesperava o homem e desesperavam os que aguardavam vez. É que, às 10 horas da manhã, já não havia senhas, nem para cartão de cidadão, nem para passaporte. Podia ser que, às 14 horas, decidissem atender mais alguém! Explicação da funcionária: tinha que fechar o serviço do automóvel!
Ao lado, uma jovem lamentava-se, precisava do passaporte para viajar para o estrangeiro. Nada feito! O SEF não tinha tempo para enviar para a Casa da Moeda! A solução era ir a Lisboa e pagar taxa de urgência...
Será que não há nenhum responsável neste país que seja capaz de pôr os serviços a funcionar? Os serviços custam uma fortuna aos cidadãos.
"Deixarmo-nos trabalhar pela sede de Deus não nos desliga das preocupações do mundo que temos à nossa volta. Pelo contrário, esta sede leva-nos a fazer o impossível para que outras pessoas possam tirar proveito dos bens da Criação e encontrem uma alegria de viver.
Fazer uma escolha dos nossos desejos, aceitarmos não ter tudo, leva-nos a não monopolizarmos as riquezas para nós próprios. Santo Ambrósio já dizia no século IV: «Não são os teus bens que distribuis ao pobre, apenas lhe dás o que lhe pertence.»
Aprender a não termos tudo preserva-nos do isolamento. As facilidades materiais levam muitas pessoas a fecharem-se sobre si mesmas, descurando as verdadeiras formas de comunicação. Bastaria muito pouco para que as coisas não fossem assim.
Há muitas iniciativas de partilha que estão ao nosso alcance: desenvolver redes de entreajuda; favorecer uma economia solidária; acolher os imigrantes; viajar para compreender por dentro outras culturas e outras situações humanas; promover geminações de cidades, de vilas, de paróquias, para ajudar aqueles que precisam de auxílio; utilizar bem as novas tecnologias para criar laços de apoio...
Permaneçamos atentos para não nos deixarmos invadir por uma visão pessimista do futuro, focando-nos nas más notícias. A guerra não é inevitável. O respeito pelos outros é um bem inestimável para prepararmos a paz. As fronteiras dos países mais ricos devem poder abrir-se mais. É possível haver mais justiça na terra. As análises e os apelos com vista a promover a justiça e a paz não faltam. O que falta é a motivação necessária para perseverar para lá das boas intenções."
"Um filme sobre a palavra que cura e a ternura no cuidar ...entre a ausência e o excesso" era o lema do convite para visionar o filme de Almodóvar na passada quarta-feira na Aula Magna da Faculdade de Medicina do Porto. Seguiu-se um debate moderado por Laurinda Alves, com a aprticipação do Dr- Toma Torres (psiquiatra e crítico de cinema), Prof. António Sarmento (médico) e Célia Queirós (enfermeira).
Assistiu-se a uma reflexão importante (e participada) sobretudo dirigida aos profissionais de saúde.
Ninguém se referiu ao facto de o protagonista Benigno ter-se suicidado na prisão ao saber que o filho que gerara com Alicia, doente em coma por quem se apaixonara, tinha morrido sem que tivesse conhecimento de que Alicia tinha acordado do coma e reiniciava a sua vida normal. Tal facto não lhe foi revelado porque o advogado de Benigno entendeu que isso poderia prejudicar o desenlace do processo judicial em curso!!!
De facto, a relação advogado/cliente exige que haja verdade e confiança recíproca. E no filme o advogado age de acordo com o que considera melhor para o arguido, pensando que lhe pouparia anos de prisão em julgamento, mas acaba por o levar à morte! Não medira bem as consequências das suas opções.
O filme é uma metáfora dos dilemas da nossa vida. Entre o sorriso e o silêncio...
Ontem, foi noite de ópera no Coliseu do Porto. O espectáculo é fabuloso. Pena foi que o públcio não tenha comparecido como habitualmente. Era noite de futebol europeu!
Estava marcado julgamento num processo, onde uma das testemunhas terá de fazer centenas de quilómetros.
Verifiquei que o processo já estava prescrito e apresentei o requerimento onde deduzi todos os "passinhos", citando todas as normas, perdendo tempo com uma questão que é do conhecimento oficioso do tribunal.
Pensava evitar a deslocação inútil das testemunhas, que foram notificadas com obrigação de comparência.
Chegou o despacho judicial: "em audiência nos pronunciaremos".
E assim lá vamos todos em excursão para que o tribunal mande arquivar o processo, por prescrição, não sei se no princípio da audiência, se termos de esperara pela sentença.
O Dr. Artur Santos Silva, presidente do Banco BPI, proferiu ontem, no Rotary Club do Porto, uma conferência sobre responsabilidade ética e empresarial. Recordou todo o processo de constituição da SPI e da sua evolução até ao actual grupo BPI. Desde o início as instituições financeiras que estiveram na génese do projecto impuseram normas de comportamento que não eram habituais em Portugal. A SPI/BPI recrutou muitos jovens licenciados a quem formou e preparou para os desafios do futuro, pelo que o sucesso na emissão de obrigações, fundos de investimento e operações de privatizações resultou das competências desenvolvidas e fomentadas em contexto laboral. Foi elogiada a acção desenvolvida pelo Instituto de Formação Bancária
O banco BPI tem actualmente 50% dos seus funcionários com formação académica universitária. O Banco tem feito grande esforço de formação que todos os anos ocupa, durante, pelo menos, 30 horas, mais de 90% dos trabalhadores. Os funcionários beneficiam de sistemas próprios de crédito, segurança social e assistência na doença.
O sistema de governo do Banco é constituído por um Conselho de Administração alargado, tendo no seu interior uma Comissão de Auditoria e Avaliação e uma Comissão Executiva, esta constituída por profissionais independentes, que não representam accionistas, nem deles estão dependentes. Esta estrutura permite evitar muitas das confusões e operações suspeitas conhecidas de outras instituições bancárias.
O BPI não se tem visto envolvido em processos judiciais, como a Operação Furacão, porque tem um Código de Conduta exigente e que é assumido por todos os colaboradores do Banco, seus administradores e pelos accionistas que detêm o controlo do Banco (Banco Itaú, Allianz e La Caixa).
O BPI afecta anualmente 8 milhões de euros a projectos de mecenato social e cultural, muitos deles em parceria com a Fundação Gulbenkian e a FLAD, Em Angola, 5% dos lucros bancários do grupo BPI são afectos a projectos comunitários de promoção do desenvolvimento nas áreas da educação e da saúde. No Porto, são conhecidos os patrocínios do BPI à Fundação de Serralves, à Casa da Música e outras instituições culturais.
O BPI patrocinou recentes eventos dos clubes rotários do Porto que angariaram fundos para a Caritas e para a Campanha Mundial de Erradicação da Poliomielite
Colocada a questão de que os Bancos estão a cortar indiscriminadamente crédito a PME exportadoras, sendo indicado um exemplo concreto (que não envolve o BPI) em que uma empresa teve de afectar 20% das vendas do útlimo ano para pagar passivo bancário, decorrente da não renovação de linhas de crédito, a resposta obviamente foi simplesmente dizer que isso decorre da análise do risco de crédito. Só que a resposta não é assim tão simples. De facto, a crise actual resultou do excesso de ganância dos bancos e, quando se viram apertados, recorreram ao Estado e, agora que já voltou a funcionar o sistema bancário, tocaram a rebate e cortaram crédito a empresas viáveis, que apenas precisam de folga pelo prazo de um ano para retomar os níveis anteriores de produção e de capacidade de gerar riqueza. Se aos bancos tivese sido aplicado o mesmo critério que agora exigem às pequenas empresas, tinham desaparecido. Aliás, no contexto da discussão, foi referido o caso da COSEC. Se é verdade que a concessão de seguro de crédito tem de ser ponderada, também é verdade que não podem ser tão apertados os critérios que a tornam uma miragem para quem mais precisa: as empresas sérias que trabalham com muito esforço e querem honrar os seus compromissos. E assim se destroem actividades, empregos e vidas.
A política de crédito bancário é uma das causas da grave crise económica e social actual. E quando se tomam decisões de corte de crédito, sem medir as consequências sociais, não vale a pena lavar a consciência com apoios a projectos humanitários.
O Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas considera reprovável o desempenho da jornalista Manuela Moura Guedes na condução do "Jornal Nacional - 6ª", conforme notícia do DN.
No âmbito do POPH (QREN), foi anunciado comparticipação a fundo perdido de 1.800 milhões de euros para construção de lares para idosos.
Trata-se de uma opção errada. O internamento em lares provoca o desenraizamento, a ruptura das relações sociais, quer familiares, quer de vizinhança.
Com aquele dinheiro, seria possível criar milhares de equipas de apoio domiciliário, que acompanhassem os idosos e lhes prestassem na respectiva residência cuidados de higiene pessoal e da habitação, alimentação e outros serviços domésticos, assim como apoio na medicação e deslocação aos centros de saúde.
Esses serviços para além da darem emprego e formação a milhares de pessoas do estrato social mais desfavorecido, teria um efeito multiplicador social, não só nos utentes como nos prestadores do serviço. De facto, valorizar o cuidado dos outros e respeitar o seu próprio espaço são vectores fundamentais do desenvolvimento social.
Mas hoje em dia a opção é pela higienização social, pela padronização, pela despersonalização.
E o betão dá dinheiro! E o dinheiro dá votos! E os votos dão dinheiro!
Hoje a Secção Portuguesa da Amnistia Internacional comemora 28 anos.
Tendo entrado pelo Grupo Local 13, que julgo se encontra actualmente inoperacional, sempre me mantive membro e atento às Campanhas da organização (apesar de algumas tendências, designadamente esquerdismo e anti-semitismo, que me desagradam).
Hoje, mais do que ontem, o combate pelos direitos humanos é fundamental na criação de um espaço democrático respeitador da dignidade e da liberdade das pessoas.
Parabéns à secção Portuguesa e votos de que consiga ter sucesso na acção e no combate pelos direitos do Homem.