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Incursões

Instância de Retemperação.

Incursões

Instância de Retemperação.

06
Dez19

Porque correm atrás do Partido Iniciativa Liberal?

JSC

Há dias o Jornal I fez grande manchete de primeira página, com foto em grande pose, com o único deputado do Partido Iniciativa Liberal. Hoje, o Jornal Económico faz grande manchete de primeira página, com foto em grande pose, com o mesmo deputado.


É caso para perguntar, o que é que o Partido Iniciativa Liberal tem?

A conversa dos liberais, uma elite que se protege sob o manto que designa de “ideologia liberal”, é um embuste, um logro, a começar pelo próprio nome. A palavra “liberal” tende a ser entendida como defensores da “liberdade”, o que leva o povo eleitor a olhá-los como inofensivos para a liberdade e direitos individuais. Acresce um discurso assente em pseudo-verdades que à luz do senso comum são assimiladas como verdades inteiras. Veja-se o velho, muito velho, jargão, “menos Estado, melhor Estado”, que ainda rende e vende opções políticas.


Na verdade, a palavra “liberal” é o mesmo que “capitalismo desenfreado”, “sem regulação”. O Estado, para os liberais, é apenas um instrumento, um mecanismo de transferência dos recursos captados, sob a forma de impostos ou outros, para os agentes económicos privados. Essa transferência pode assumir muitos nomes, “parcerias público privadas”, “concessões”, subvenções”, “comparticipações”, isenções fiscais”. Resume-se tudo ao mesmo, transferir dinheiro público para agentes económicos privados.


Os liberais do Iniciativa Liberal estão em linha com os mais que velhos defensores da “liberdade de mercado”, os que sacralizaram o mercado como fonte de todo o bem desde que o Estado estivesse fora da economia. O problema é que não demorou muito a que os próprios Estados aderentes concluíssem pela “falência dos mercados”, pela sua incapacidade em repor equilíbrios económico sociais sem a intervenção reguladora do Estado.


No entretanto, drenaram-se recursos públicos para as empresas, estas drenaram matérias primas e recursos para os países centrais, a que se seguiu a atração de cérebros e quadros especializados. Deu-se por assente, à vista desarmada, que o “liberalismo” criou riqueza, bem-estar. Os deserdados ficaram na sombra. Estavam criadas as condições para a propagação do liberalismo.

 

Para esta fantasmagórica ideia muito contribuem os instrumentos difusores de notícias. Por exemplo, somos atulhados com notícias sobre os coletes amarelos; os sem abrigo; os que tudo fazem os para ajudar, naquela hora; notícias sobre tempo de esperas nos hospitais púbicos, cansaço dos médicos, cansaço dos enfermeiros, cansaço dos professores, cansaço dos ajudantes nas escolas, cansaço físico, cansaço mental, cansaço, um cansaço de notícias.

As margens do caminho estão feitas. Agora é só abrir alas, dar espaço, para os "liberais" combaterem os malefícios do Estado, tudo que for serviço público. Neste quadro até se entende melhor o quê, quem faz correr a comunicação social na promoção intensiva do deputado do PIL.

28
Nov19

De onde vêm os "sem abrigo"?

JSC

Às vezes se nos pusermos a pensar sobre o que se vê e ouve podemos correr o risco de estabelecer ligações desfocadas da prática, do concreto imediato. Claro que se não nos pusermos a pensar não corremos tal risco nem outro de natureza afim.

Anda todo o mundo político-comunicacional entusiasmado com a ideia presidencial de, num prazo muito curto, dar uma casa a cada um dos “sem abrigo”. As pessoas tendem a entusiasmarem-se com estas coisas. Aliás, só por si, o verbo ‘dar’ pressupõe coisas bonitas, justas.

As pessoas, incluindo o Presidente, poderiam questionar, De onde vieram os “sem abrigo”? Como nasceram no Intendente? Na Batalha? Como aumentaram de número? De género? As pessoas poderiam pensar essas e outras coisas mesmo correndo risco de lhe responderem, o que é que isso importa agora? Agora, dirão, há que cumprir a senda do Presidente, há que dar uma casa a cada um.

O problema é que no mundo da pobreza nem a história avança nem os pobres mudam. Nos idos anos 80/90 do Século passado os “sem abrigo” de hoje eram os “moradores das barracas”, barracas que proliferavam nos terrenos baldios e nos subúrbios. Então, os poderes públicos desenvolveram um “Plano de Erradicação da Barracas”. Construíram-se milhares de casas para albergarem os sem abrigo de então, previamente identificados.

Vinte anos volvidos o Presidente mobiliza os poderes públicos, para dar casa aos “sem abrigo”. De onde vêm os “sem abrigo”, Senhor Presidente?

21
Nov19

E o absentismo? Quem cuida do absentismo senhores jornalistas?

JSC

O estado de criar a balbúrdia nas Escolas Secundárias prossegue o seu caminho. Por algum lado se consolidou a ideia de gerar o caos no ensino público. Há uma agenda clara, visível, com acções concertadas, dia a dia. Os alunos são o instrumento primordial na acção. A todos, associaçoes de pais incluídos, a comunicação social abre o microfone. Não só abre o microfone como incita ao azedume. E se os entrevistados não são acutilantes, o(a) jornalista tem sempre a pergunta certa para obter a resposta óbvia.


Vejamos, ontem foi o dia da folgança na Escola Daniel Sampaio da Charneca da Caparica e numa Escola de Macedo de Cavaleiros. Nesta fase as razões para fechar as escolas é sempre a mesma: Exigem o reforço do pessoal não docente.


A Jornalista passa a notícia. Escola fecha por falta de pessoal. Depois, pelo meio, diz que a escola tem “16 funcionários sendo que 6 estão de baixa por tempo indeterminado”. A jornalista podia pensar, afinal a Escola tem pessoal, o que acontece é que estão doentes. O que se terá passado na Charneca para, de uma assentada, 37,5% dos funcionários ficarem doentes? Quê epidemia ocorreu por ali? E, já agora, em outros locais onde falta tanta gente por doença.


Esta questão, tão óbvia, bem poderia ser colocada às Direcções das Escolas, às Associações de Pais, dos Alunos, aos entrevistados. Seria curioso conhecer a resposta, as soluções que têm para combater o absentismo. E, já agora, porque não conhecer a opinião do sempre presente presidente bastonário dos médicos. Afinal as baixas são concedidas, penso, pelos senhores doutores em medicina.


Contudo, o que a jornalista quer saber é em que “isso afecta o aproveitamento dos alunos?. Em tudo, dizem. A jornalista insiste, “e a senhora sente algum desgaste na sua saúde?" A resposta óbvia, induzida, “claro que sim”.


Em coerência, a jornalista deveria ter prosseguido e perguntado: “então porque não mete baixa”? Não perguntou, mas deve ter pensado que aquela funcionária é uma palerma, bem poderia ir de baixa para cuidar da sua saúde. Grande oportunidade noticiosa era se fossem todos de baixa. Todos menos os alunos, que ficavam para o filme.

Ainda se ouve uma funcionária, a gente faz falta num lado depois fazemos falta noutro lado e andamos assim a ir de um lado para o outro, cansamo-nos muito. É a deixa para nova questão com resposta óbvia, “e a segurança dos alunos está em causa?” Claro que sim, respondem de pronto.


É chegado o momento da conclusão jornalística, o Governo tem de reforçar o pessoal em todas as escolas.

E o combate ao absentismo, quem cuida disso ou isso não é tema para o jornalismo de folhetim?


Seguiu-se igual reportagem numa Escola de Macedo de Cavaleiros, 3.000 alunos sem aulas durante 3 dias. É uma acção do Sindicato recém-formado que dá pelo nome, bem português, STOP.


Quem e como se conseguirá parar esta agenda destruidora da Escola pública?
E quem cuidará da praga do absentismo?
É legítimo que o Governo – este ou outro – deva dotar as Escolas com mais de um terço dos funcionários para suprir o crónico absentismo? Os contribuintes, jornalistas incluídos, estão disponíveis para pagar?
E o que fazer com esta comunicação social?

 

14
Nov19

As grandes noticias do dia

JSC

Um encontro de médicos especialistas da diabetes conclui que estamos mal na prevenção desta maleita. Porque a população está cada vez mais envelhecida, porque os jovens estão cada vez mais obesos. A partir deste saber dito por especialistas, lançam-se fóruns, debates, ouvem-se outros especialistas, convocam-se as diversas associações – de médicos, utentes e outros – que cuidam da diabetes e temos matéria para uns dias de entretenimento público.


De um encontro de médicos especialistas no tratamento do cancro da mama ganha relevo a declaração de uma investigadora. Anuncia, com grande estrondo, há uma política de saúde para ricos e outra para pobres. Porquê? Porque, diz, há um medicamento que poderia dar mais um ano de vida, um ano, o Infarmed ainda não o disponibilizou, acusa. A partir deste nicho de sabedoria, não contraditado, lançam-se fóruns, debates, ouvem-se outros especialistas, convocam-se as diversas associações – de médicos, utentes e outros – que cuidam do cancro da mama e temos matéria para uns dias de entretenimento público.

 

De uma plataforma entre a Fenprof e uma ou duas associações lança-se um desafio ao Ministro da Educação para que apresente uma lista das escolas com amianto nas suas instalações. Este anúncio ganha relevo comunicacional e assume grande urgência pública. A partir deste desafio lançam-se fóruns, debates, ouvem-se especialistas, convocam-se as diversas associações – de professores alunos, pais dos alunos e outros – que interagem com as escolas e temos matéria para uns dias de entretenimento público.


Tanto entretenimento para quê, a favor de quem? Há claramente uma agenda medíocre na comunicação social. É lamentável que o próprio serviço público de comunicação social – RTP/RDP – alinhe e até lidere essa agenda.


Depois, há muitos especialistas, presidentes de associações, a carecerem de visibilidade, que contribuem para essa agenda. Quem ouvir as recentes declarações do Professor/sindicalista Mário Nogueira, a propósito do amianto nas escolas, ficará elucidado sobre o que é um discurso populista, vazio, fulanizado. Conversa que apenas acrescenta ao campo do populismo.


O populismo é o grande beneficiário deste modelo de comunicação assente numa lógica de entretimento público. O problema é que tudo isto apenas aproveita à direita da direita. O resultado das últimas eleições provam-no.

12
Mar19

Sou do tempo em que o sindicalismo era uma actividade nobre, de intervenção…

JSC

Sou do tempo em que o sindicalismo era uma actividade nobre, de intervenção…

Nos dias de hoje olhamos para muitas práticas sindicais e só podemos concluir pela perversão do movimento sindical, tomado de assalto por pessoas que, verdadeiramente, nunca foram confrontadas com o problema da perda do emprego, com a exigência da pontualidade, da produtividade. Estou a falar de pessoas que têm no sector público a sua zona de conforto, exactamente o sector onde não se observa, directamente, o confronto entre o dono do capital e o trabalhador em si mesmo.


Deve ser por isso que é neste sector que estão a surgir as maiores aberrações sindicais. Os partidos, todos os partidos, não podem continuar a fechar os olhos a esta realidade perniciosa, que acabará por ser contrária ao próprio movimento sindical e aos princípios que deve prosseguir.


Há dias um presidente de um sindicato decidiu fazer uma greve de fome. Onde? À porta do Presidente da República.


Hoje, um presidente de outro sindicado decide iniciar uma greve de fome. Onde? À porta do Presidente da República.

 

Como parece óbvio, estas pseudo greves de fome não passam de um reality show, a clamar a atenção do Presidente e, em especial, dos tempos televisivos.

 

Por se tratar de um reality show, não nos devemos preocupar com o assunto, até porque o estado de saúde destes grevistas não correrá perigo, em momento algum.

 

O que nos deve mesmo preocupar e levar a questionar os decisores políticos é como é possível que os contribuintes paguem, ano após ano, mais de 36 mil dias de faltas ao serviço para que milhares de policiais desenvolvam a sua actividade sindical? Só na PSP há 17 sindicatos, 3680 dirigentes mais os delegados sindicais.

 

Quando ouvimos (e ouve-se demasiadas vezes) um destes sindicalistas dizer que as esquadras não têm agentes para fazer rondas, para reforçar a vigilância, não seria de lhe perguntar quantos polícias, nesse dia, nos últimos dias, faltaram ao serviço para desenvolver actividade sindical? E, já agora, que actividade é essa que obriga milhares de agentes?

 

É para esta realidade que se deveria olhar e tratar. O show da greve de fome é isso mesmo, um episódio de televisão.

05
Mar19

Contra-a-corrente

JSC

Dizer, hoje, qualquer coisa que não soe a elogio à ajuda humanitária ao povo da Venezuela é o mesmo que praticar um crime.


Deve ser por essa razão que nem jornalistas nem comentadores nem políticos nem intrépidos e intrépidas repórteres, que caiem de paraquedas na Venezuela, alguma vez se referem ao que está na génese do caos, da tão propagada miséria, da sempre repetida falta de tudo, tudo mesmo, nas lojas, mercearias, farmácias e mercados de abastecimento público.


Pelo menos, o povo na rua, que segue o autoproclamado presidente, não aparenta as agruras da vida que as notícias repetem e repetem. Tão pouco se observam as cargas policiais, as prisões, enfim, aquilo que permitiria caracterizar um regime ditatorial, como proclama o miguel de vasconcelos de lá.


Tudo bem. Aceitemos que falta tudo na Venezuela. E desde quando começou a ser trilhado o caminho que conduziu a Venezuela a este estado de coisas?


A verdade é que tudo começou no início desta década. Quando os governantes americanos resolveram começar a confrontar a política comercial da Venezuela. Depois, apareceram as primeiras ameaças de sanções (2013), seguidas das primeiras sanções, que tinham como objetivo isolar a Venezuela por meio de um bloqueio económico e financeiro.


A partir de então foi um crescendo. O histórico das sanções aplicadas à Venezuela, nos últimos anos, é avassalador. Sanções financeiras que não só bloqueiam as transações económicas, como impedem a reestruturação da dívida. Sanções que obstam empresas americanas, europeias e outras de transacionar com a Venezuela, incluindo empresas farmacêuticas e do ramo alimentar.


Desde então que os governantes dos EUA entendem que a forma de controlarem aquele país é precipitar a queda do governo. Como é habitual, um vasto conjunto de países, incluindo a UE, que apesar de olharem para Trump como uma personagem estranha, adotaram como suas as políticas americanas, porque, em boa verdade, estes países nunca deixam de seguir Trump, pelo menos no que é essencial para o próprio.


O autoproclamado presidente até aceita uma intervenção externa. Uma vergonha. A Venezuela, o povo venezuelano é vítima das mesmas políticas intervencionistas que mataram e matam no Iraque, na Líbia, no Afeganistão. Na altura também nos diziam que pretendiam libertar aqueles povos. O mundo não ficou melhor.


As sanções aplicadas à Venezuela fazem o mesmo sentido que as sanções que ainda hoje os EUA aplicaram a Cuba.


E quanto aos camiões da ajuda humanitária? Se pensarmos que essa ajuda vem pela mão de quem estrangulou, de modo meticuloso e por todos os meios, a economia venezuelana, inserida, ainda, numa estratégia de fazer precipitar a queda do governo, convenhamos que, no mínimo, devemos olhar de soslaio tal ajuda.

15
Fev19

Quem engana quem?

JSC

João Vieira Pereira, diretor-adjunto do Expresso, hoje, na SIC, a propósito da quebra do crescimento da economia, à pergunta “onde está o crescimento económico?” reconheceu que houve crescimento económico em 2018 (o PIB cresceu 2,1%), que se cresceu acima da média europeia, que a economia global está a abrandar e que vai continuar a abrandar em 2019, o que terá um impacto significativo em Portugal pelos choques externos sobre a procura, com penalização das exportações, que terá como consequência um ainda menor crescimento neste ano, concluiu (e creio que bem).

 

A dado momento, o jornalista coloca uma nova questão: “Como se explica que o investimento tivesse ficado abaixo das expectativas?


De pronto, a resposta: “O Governo mentiu e tem mentido todos os anos relativamente ao investimento público.” Nunca concretizou as metas do Orçamento de Estado para o investimento.

E prosseguiram, pode-se dizer que não se investe porque não há dinheiro, não é verdade? “o dinheiro está orçamentado, está lá, para se gastar e de propósito o Ministro das Finanças não dá ordem para esse dinheiro ser usado”.

 

O problema ou o erro em que incorrem é que o dinheiro não está lá. Ou seja, no Orçamento de Estado não está dinheiro algum. O que está lá são previsões. Previsões de gastos e previsões de captação de recursos. Só isto. Mais nada.

 

Nem se entende como é que alguém que lida, desde há muito, com matérias económicas e de finanças públicas pode afirmar que o “dinheiro está lá”, no Orçamento. Que é o Ministro que não o deixa gastar.

 

Já agora, as tão faladas cativações orçamentais são um instrumento de gestão orçamental. Se o volume de receita prevista no Orçamento não está a evoluir ao ritmo esperado, a única forma de manter o equilíbrio orçamental, ao nível da execução, é efectuar cabimentações de modo a ajustar o volume de despesa real ao volume de recursos captados.

 

Quando tal não acontece, como sucedeu no passado, em que se gastou o que estava previsto no Orçamento sem cuidar do volume da receita arrecadada geraram-se défices e o progressivo desequilíbrio das finanças públicas que se conhece e nos afecta.

 

Em conclusão: As previsões da despesa (incluindo investimento) estão lá. O problema é que a sua execução deve depender da receita (dinheiro) que venha a ser captada no decurso da execução orçamental, razão porque não se deve condenar um Ministro (este ou qualquer outro) por procurar controlar o défice, a não ser que se elogie todos os Governos e ministros que contribuíram para o avolumar da divida pública porque gastaram descontroladamente, sem terem dinheiro para pagar.

12
Fev19

Um exemplo a seguir

JSC

 O Governo, em linha com as confederações patronais, fixou o salário mínimo em 600 euros para o ano em curso.


É provável que algumas empresas já pagassem acima desse valor a todos os seus colaboradores. Contudo, esses casos não são objecto de divulgação pública, não são ou raramente são notícia. Porque será?


Para excecionar a regra, o JN revela que a Empresa Balanças Marques, do grupo José Pimenta Marques, fixou em 650 euros o salário base para os seus trabalhadores, tendo ainda aumentado em 20% o subsídio de refeição para todos os trabalhadores.


Quando ainda há bem poucos anos alguns diziam que aumentar o salário mínimo seria uma desgraça, mais desemprego, mais falências, não só o salário mínimo tem aumentado ano após ano, como ainda há empresas que se superam neste domínio. É o caso desta empresa de Braga.


São um exemplo, um bom exemplo, que bem merecia ser melhor conhecido e multiplicado.

11
Fev19

Um partido novo com conversa velha

JSC

Santana Lopes, na sequência do Congresso do ALIANÇA, foi hoje ao “Jornal das 8”, da TVI.

 

Depois de ouvir o ex-conselheiro presidencial, Paulo Santos, garantir, naquele Congresso, que “estamos a assistir ao início da regeneração política em Portugal” fiquei cheio de curiosidade e com vontade de ouvir o regenerador Santana Lopes. Não falhei o Jornal da TVI.

 

E o que disse Santana?

 

Blá! Blá! Bala! Blá! Blá! Blá! Blá! Bala! Blá! Blá! Blá! Blá! Bala! Blá! Blá! Blá! Blá! Bala! Blá! Blá! Blá! Blá! Bala! Blá! Blá! Blá! Blá! Bala! Blá! Blá! Blá! Blá! Bala! Blá! Blá! Blá! Blá! Bala! Blá!

 

Se Paulo Santos também o ouviu deve ter concluído que a "regeneração política", que anunciou, foi uma ideia passadiça.

07
Fev19

Preparemo-nos para o que aí vem….

JSC

O Governo aprovou hoje a requisição civil dos enfermeiros, por "incumprimento dos serviços mínimos", com efeitos imediatos, sem esperar pelo parecer da PGR.


Ainda bem que o fez. Creio que poderia fundamentar a requisição civil com a salvaguarda dos direitos dos doentes, o manifesto desajuste nas reivindicações e na necessidade de repor a tranquilidade pública no domínio dos utentes do SNS.


Como seria de esperar o pessoal da ASPE e afins já ameaçaram com uma batalha jurídica, o que nos poderia remeter para as declarações recentes da Presidente da ASPE sobre o recurso para a justiça.

 

Mais grave, mesmo intolerável, é a ameaça que a Senhora da ASPE faz ao Governo quando diz que teme que “possam aparecer outras formas de luta suportadas em movimentos inorgânicos”, formas essas que possam ser “mais incontroláveis”, porque os enfermeiros não ficarão serenos face à decisão de requisição civil.

 

Nesta linha de intervenção parece estar a Bastonária da Ordem dos Enfermeiros que convocou os Sindicatos que decretaram a greve cirúrgica, Sindepor e ASPE, e o Movimento Greve Cirúrgica para uma reunião, a realizar na sede da OE, no dia 12 de Fevereiro, pelas 14h00.

 

Será que a Senhora Bastonária vai dirimir o conflito em causa, contribuindo para o acompanhamento dos anunciados “movimentos inorgânicos” que poderão levar a cabo acções “mais incontroláveis”?


O “Movimento Greve Cirúrgica" que a bastonária convocou para a dita reunião é o quê? Será este o primeiro “movimento inorgânico” a que se refere a Presidente da ASPE?