Quando começou a falar-se da eventual compra da TVI pela Cofina interrogava-me sobre qual a atitude dos jornalistas da TVI face aos novos donos. Como é que eles iriam subordinar-se às manchetes do Correio da Manhã e veicular no canal generalista o modelo faccioso da CMTV.
Alguns jornalistas já bateram com a porta. Outros, provavelmente, seguirão o mesmo caminho. É óbvio que isso em nada alterará o destino da TVI. Talvez até facilite o caminho e alivie a carteira aos novos donos. De qualquer modo fica o sinal positivo de quem ainda ousa dizer NÃO.
Releva-se, para que conste, a declaração de Constança Cunha e Sá na hora em que também deixa a TVI:
I O Governo venezuelano suspendeu a TAP de voar para Caracas. O Governo português, pela voz de Santos Silva, reagiu, de imediato, considerando “um ato inamistoso para Portugal”, que “não merece esta atitude” por parte do governo venezuelano.
Santos Silva disse, ainda, que “mal soube da notícia foram desencadeadas as diligências necessárias para usarmos todos os meios diplomáticos para procurar que esta decisão das autoridades venezuelanas seja alterada e que a TAP possa retomar os seus voos”.
Parece-me bem. Diligencie Sr. Ministro, diligencie. Contudo, Santos Silva não esclareceu se tais “diligências” estão a ser feitas junto do Governo da Venezuela, do Presidente Maduro, ou junto de Mr Guaidó, que o Governo português reconhece como Presidente da Venezuela…
Entretanto, o autoproclamado presidente Guaidó e seus apoiantes prosseguem o apelo à mobilização dos povos contra o “ditador” Maduro. Por tudo isso e pelo tempo que tudo isto dura e ainda pelo que se vê e lê, só podemos concluir que mesmo como “ditador”, Maduro é um “ditador” muito incompetente…
II Em direto ou em deferido costumo ver o telejornal da TVI às Segundas. É quando Miguel Sousa Tavares aparece a opinar/debater sobre a espuma dos dias.
Ontem, para grande surpresa minha, apareceu acompanhado pelo agora institucional André Ventura.
Não sei qual foi a ideia. Mas se Miguel Sousa Tavares pensava que ia desmascarar o populista, a coisa saiu-lhe muito mal.
André Ventura atropelou o MST, deixou-o na valeta e prosseguiu com o seu discurso trauliteiro.
Como não alcanço do interesse de MST em debater com tal personagem será que os patrões da CMTV já ordenaram que a (sua) nova TVI abrisse o microfone ao André Ventura?
Já lá vão alguns anos que, pelo Ano Novo, discutíamos a “acumulação” de riqueza por uma dita élite angolana. Éramos todos oriundos da mesma escola, amigos, com a particularidade de um ser luso-angolano, com grande ligação ao poder e ao MPLA. Era o único a defender, calorosamente, com recurso à teoria económica, os investimentos da Isabel dos Santos e dos que lhe eram próximos.
Não sei que conversa teríamos hoje. Sei que continuo a pensar o mesmo. Era dinheiro a mais para uma pessoa só. E mesmo que dinheiro gere dinheiro, o primeiro dinheiro não podia ter sido gerado. O volume dos investimentos e a oportunidade de cada negócio tornavam isso evidente.
Hoje, atulhado pelo ruído das notícias, centradas em Isabel dos Santos, dou comigo a questionar:
1. Tudo o que tem sido revelado através dos meios da comunicação social deve ser qualificado como jornalismo de investigação ou como pirataria informática?
2. Quem foi o “único denunciante” que entregou os “715 mil ficheiros” à PPLAAF?
3. Como obteve esses milhões de registos?
4. Qual a motivação para disponibilizar essa informação?
5. Como entender que nos 715 mil ficheiros apenas apareça Isabel dos Santos como usurpadora dos recursos públicos?
6. Se os ficheiros começaram a ser disponibilizados no final de 2018 e início de 2019 porque só agora tornaram pública essa informação?
7. Porque não assacam responsabilidades às auditoras, designadamente à PwC, (que terá recebido milhões e agora saltou fora)?
8. Se todos os negócios e Contas foram auditadas porque é que as autoridades angolanas e mesmo as portuguesas não acusam as empresas de auditoria em causa?
9. Porque é que o PGA foi agora tão lesto e disponível para vir a Portugal e foi tão ríspido e ausente no passado recente (caso Manuel Vicente)?
10. Se os “715 mil ficheiros” foram fornecidos por “um único delator”, como poderemos estar seguros da isenção política, económica ou outra deste delator?
Eis algumas questões a que, em meu parecer, o jornalismo democrático e isento deveria responder. A corrupção deve ser combatida por meios lícitos e justos. O combate à corrupção não será bem um combate se na génese deste estiverem outros interesses, igualmente mesquinhos e iníquos. Neste combate não deve haver lugar para ambiguidades.
Tancos é o lugar onde foram assaltados os paióis militares. O processo judicial de Tancos é o exemplo de como a procura de aplicação da justiça se pode sobrepor à Justiça.
1. Em dado momento descobre-se que alguém assaltou os paióis e roubou armamento.
2. Segue-se a investigação, o apuramento de responsabilidades, as intervenções públicas das chefias militares e de políticos.
3. Desde o começo que o foco não foi propriamente chegar aos autores do roubo, mas o apontar para os políticos, que não terão disponibilizado os meios para guardar o paiol.
4. Parece absurdo. Contudo, foi assim.
5. Entretanto dá-se o achamento das armas.
6. Desde logo, a Justiça deixou cair, por inteiro, o roubo propriamente dito, para se centrar na questão do achamento. Quem soube? Quem não soube? Como soube? Como não soube, mas devia (podia) saber?
7. A fulanização do processo acabou por transportar o primeiro-ministro para o centro do mesmo, o que, na prática, contribui para esconder e desculpabilizar os verdadeiros autores do roubo.
8. Entretanto, nós, contribuintes, assistimos impávidos e serenos ao arrastar de um processo que há muito parece ter perdido o norte porque se enleou nos meandros da política, percurso que deveria estar fechado à Justiça.
9. Assistimos e pagamos por isso!
10. Por fim, sobra a questão: Quem é que está a ser julgado pelo roubo das armas?
A TSF elegeu André Ventura como tema da conversa de hoje. O modo como formularam a questão colocada aos intervenientes já pressupunha, induzia, a condenação do Presidente da Assembleia da República. Não ouvi. Contudo, com grande margem de certeza, o promotor da conversa irá aproveitar para, sob a pseudo- defesa da “liberdade de expressão”, denegrir as instituições públicas em geral e o Presidente da Assembleia da República, em particular. Eu também penso que o Dr. Ferro Rodrigues, enquanto Presidente da Assembleia da República, não andou bem na crítica que fez à quele deputado. Não tanto pelo que disse, antes porque penso que aquela pessoa, que ocupa aquele lugar no parlamento, deve ser deixada a falar sozinha.
Ele está ali, não pode ser removido, contudo, pode ser ignorado.
O que o Dr. Ferro Rodrigues fez foi dar-lhe palco e abrir-lhe os microfones da comunicação social, sempre zelosa, faminta, por casos, casinhos. É lamentável que jornalistas, como os da TSF e outros não vislumbrem o que move o Sr. André.
Depois do episódio das cadeiras, que deu uma semana de notícias e comentários, tal a importância da coisa, seguiu-se a manifestação dos polícias, as facturas, os votos de pesar, etc. O objectivo é sempre o mesmo, ser falado, aparecer, que notem a sua existência. Tem-no conseguido e de que maneira!
É natural que o Presidente da Assembleia da República esteja cansado de tanta charlatanice, do uso desmedido de palavras vazias de “vergonha” e “vergonhosas”. Não há volta a dar. Vão ser quatro anos disto. Só há uma forma de o conter. Passar à frente, ouvi-lo, sem o ouvir.
Depois, sempre que a TSF, a CMTV, o Correio da Manhã ou outros quiserem dar auditório ao Sr. André Ventura, o melhor é deixá-lo ficar a falar com eles, só com eles.
Há dias o Jornal I fez grande manchete de primeira página, com foto em grande pose, com o único deputado do Partido Iniciativa Liberal. Hoje, o Jornal Económico faz grande manchete de primeira página, com foto em grande pose, com o mesmo deputado.
É caso para perguntar, o que é que o Partido Iniciativa Liberal tem?
A conversa dos liberais, uma elite que se protege sob o manto que designa de “ideologia liberal”, é um embuste, um logro, a começar pelo próprio nome. A palavra “liberal” tende a ser entendida como defensores da “liberdade”, o que leva o povo eleitor a olhá-los como inofensivos para a liberdade e direitos individuais. Acresce um discurso assente em pseudo-verdades que à luz do senso comum são assimiladas como verdades inteiras. Veja-se o velho, muito velho, jargão, “menos Estado, melhor Estado”, que ainda rende e vende opções políticas.
Na verdade, a palavra “liberal” é o mesmo que “capitalismo desenfreado”, “sem regulação”. O Estado, para os liberais, é apenas um instrumento, um mecanismo de transferência dos recursos captados, sob a forma de impostos ou outros, para os agentes económicos privados. Essa transferência pode assumir muitos nomes, “parcerias público privadas”, “concessões”, subvenções”, “comparticipações”, isenções fiscais”. Resume-se tudo ao mesmo, transferir dinheiro público para agentes económicos privados.
Os liberais do Iniciativa Liberal estão em linha com os mais que velhos defensores da “liberdade de mercado”, os que sacralizaram o mercado como fonte de todo o bem desde que o Estado estivesse fora da economia. O problema é que não demorou muito a que os próprios Estados aderentes concluíssem pela “falência dos mercados”, pela sua incapacidade em repor equilíbrios económico sociais sem a intervenção reguladora do Estado.
No entretanto, drenaram-se recursos públicos para as empresas, estas drenaram matérias primas e recursos para os países centrais, a que se seguiu a atração de cérebros e quadros especializados. Deu-se por assente, à vista desarmada, que o “liberalismo” criou riqueza, bem-estar. Os deserdados ficaram na sombra. Estavam criadas as condições para a propagação do liberalismo.
Para esta fantasmagórica ideia muito contribuem os instrumentos difusores de notícias. Por exemplo, somos atulhados com notícias sobre os coletes amarelos; os sem abrigo; os que tudo fazem os para ajudar, naquela hora; notícias sobre tempo de esperas nos hospitais púbicos, cansaço dos médicos, cansaço dos enfermeiros, cansaço dos professores, cansaço dos ajudantes nas escolas, cansaço físico, cansaço mental, cansaço, um cansaço de notícias.
As margens do caminho estão feitas. Agora é só abrir alas, dar espaço, para os "liberais" combaterem os malefícios do Estado, tudo que for serviço público. Neste quadro até se entende melhor o quê, quem faz correr a comunicação social na promoção intensiva do deputado do PIL.
Às vezes se nos pusermos a pensar sobre o que se vê e ouve podemos correr o risco de estabelecer ligações desfocadas da prática, do concreto imediato. Claro que se não nos pusermos a pensar não corremos tal risco nem outro de natureza afim.
Anda todo o mundo político-comunicacional entusiasmado com a ideia presidencial de, num prazo muito curto, dar uma casa a cada um dos “sem abrigo”. As pessoas tendem a entusiasmarem-se com estas coisas. Aliás, só por si, o verbo ‘dar’ pressupõe coisas bonitas, justas.
As pessoas, incluindo o Presidente, poderiam questionar, De onde vieram os “sem abrigo”? Como nasceram no Intendente? Na Batalha? Como aumentaram de número? De género? As pessoas poderiam pensar essas e outras coisas mesmo correndo risco de lhe responderem, o que é que isso importa agora? Agora, dirão, há que cumprir a senda do Presidente, há que dar uma casa a cada um.
O problema é que no mundo da pobreza nem a história avança nem os pobres mudam. Nos idos anos 80/90 do Século passado os “sem abrigo” de hoje eram os “moradores das barracas”, barracas que proliferavam nos terrenos baldios e nos subúrbios. Então, os poderes públicos desenvolveram um “Plano de Erradicação da Barracas”. Construíram-se milhares de casas para albergarem os sem abrigo de então, previamente identificados.
Vinte anos volvidos o Presidente mobiliza os poderes públicos, para dar casa aos “sem abrigo”. De onde vêm os “sem abrigo”, Senhor Presidente?
O estado de criar a balbúrdia nas Escolas Secundárias prossegue o seu caminho. Por algum lado se consolidou a ideia de gerar o caos no ensino público. Há uma agenda clara, visível, com acções concertadas, dia a dia. Os alunos são o instrumento primordial na acção. A todos, associaçoes de pais incluídos, a comunicação social abre o microfone. Não só abre o microfone como incita ao azedume. E se os entrevistados não são acutilantes, o(a) jornalista tem sempre a pergunta certa para obter a resposta óbvia.
Vejamos, ontem foi o dia da folgança na Escola Daniel Sampaio da Charneca da Caparica e numa Escola de Macedo de Cavaleiros. Nesta fase as razões para fechar as escolas é sempre a mesma: Exigem o reforço do pessoal não docente.
A Jornalista passa a notícia. Escola fecha por falta de pessoal. Depois, pelo meio, diz que a escola tem “16 funcionários sendo que 6 estão de baixa por tempo indeterminado”. A jornalista podia pensar, afinal a Escola tem pessoal, o que acontece é que estão doentes. O que se terá passado na Charneca para, de uma assentada, 37,5% dos funcionários ficarem doentes? Quê epidemia ocorreu por ali? E, já agora, em outros locais onde falta tanta gente por doença.
Esta questão, tão óbvia, bem poderia ser colocada às Direcções das Escolas, às Associações de Pais, dos Alunos, aos entrevistados. Seria curioso conhecer a resposta, as soluções que têm para combater o absentismo. E, já agora, porque não conhecer a opinião do sempre presente presidente bastonário dos médicos. Afinal as baixas são concedidas, penso, pelos senhores doutores em medicina.
Contudo, o que a jornalista quer saber é em que “isso afecta o aproveitamento dos alunos?”. Em tudo, dizem. A jornalista insiste, “e a senhora sente algum desgaste na sua saúde?" A resposta óbvia, induzida, “claro que sim”.
Em coerência, a jornalista deveria ter prosseguido e perguntado: “então porque não mete baixa”? Não perguntou, mas deve ter pensado que aquela funcionária é uma palerma, bem poderia ir de baixa para cuidar da sua saúde. Grande oportunidade noticiosa era se fossem todos de baixa. Todos menos os alunos, que ficavam para o filme.
Ainda se ouve uma funcionária, a gente faz falta num lado depois fazemos falta noutro lado e andamos assim a ir de um lado para o outro, cansamo-nos muito. É a deixa para nova questão com resposta óbvia, “e a segurança dos alunos está em causa?”Claro que sim, respondem de pronto.
É chegado o momento da conclusão jornalística, o Governo tem de reforçar o pessoal em todas as escolas.
E o combate ao absentismo, quem cuida disso ou isso não é tema para o jornalismo de folhetim?
Seguiu-se igual reportagem numa Escola de Macedo de Cavaleiros, 3.000 alunos sem aulas durante 3 dias. É uma acção do Sindicato recém-formado que dá pelo nome, bem português, STOP.
Quem e como se conseguirá parar esta agenda destruidora da Escola pública? E quem cuidará da praga do absentismo? É legítimo que o Governo – este ou outro – deva dotar as Escolas com mais de um terço dos funcionários para suprir o crónico absentismo? Os contribuintes, jornalistas incluídos, estão disponíveis para pagar? E o que fazer com esta comunicação social?
Um encontro de médicos especialistas da diabetes conclui que estamos mal na prevenção desta maleita. Porque a população está cada vez mais envelhecida, porque os jovens estão cada vez mais obesos. A partir deste saber dito por especialistas, lançam-se fóruns, debates, ouvem-se outros especialistas, convocam-se as diversas associações – de médicos, utentes e outros – que cuidam da diabetes e temos matéria para uns dias de entretenimento público.
De um encontro de médicos especialistas no tratamento do cancro da mama ganha relevo a declaração de uma investigadora. Anuncia, com grande estrondo, há uma política de saúde para ricos e outra para pobres. Porquê? Porque, diz, há um medicamento que poderia dar mais um ano de vida, um ano, o Infarmed ainda não o disponibilizou, acusa. A partir deste nicho de sabedoria, não contraditado, lançam-se fóruns, debates, ouvem-se outros especialistas, convocam-se as diversas associações – de médicos, utentes e outros – que cuidam do cancro da mama e temos matéria para uns dias de entretenimento público.
De uma plataforma entre a Fenprof e uma ou duas associações lança-se um desafio ao Ministro da Educação para que apresente uma lista das escolas com amianto nas suas instalações. Este anúncio ganha relevo comunicacional e assume grande urgência pública. A partir deste desafio lançam-se fóruns, debates, ouvem-se especialistas, convocam-se as diversas associações – de professores alunos, pais dos alunos e outros – que interagem com as escolas e temos matéria para uns dias de entretenimento público.
Tanto entretenimento para quê, a favor de quem? Há claramente uma agenda medíocre na comunicação social. É lamentável que o próprio serviço público de comunicação social – RTP/RDP – alinhe e até lidere essa agenda.
Depois, há muitos especialistas, presidentes de associações, a carecerem de visibilidade, que contribuem para essa agenda. Quem ouvir as recentes declarações do Professor/sindicalista Mário Nogueira, a propósito do amianto nas escolas, ficará elucidado sobre o que é um discurso populista, vazio, fulanizado. Conversa que apenas acrescenta ao campo do populismo.
O populismo é o grande beneficiário deste modelo de comunicação assente numa lógica de entretimento público. O problema é que tudo isto apenas aproveita à direita da direita. O resultado das últimas eleições provam-no.
Sou do tempo em que o sindicalismo era uma actividade nobre, de intervenção…
Nos dias de hoje olhamos para muitas práticas sindicais e só podemos concluir pela perversão do movimento sindical, tomado de assalto por pessoas que, verdadeiramente, nunca foram confrontadas com o problema da perda do emprego, com a exigência da pontualidade, da produtividade. Estou a falar de pessoas que têm no sector público a sua zona de conforto, exactamente o sector onde não se observa, directamente, o confronto entre o dono do capital e o trabalhador em si mesmo.
Deve ser por isso que é neste sector que estão a surgir as maiores aberrações sindicais. Os partidos, todos os partidos, não podem continuar a fechar os olhos a esta realidade perniciosa, que acabará por ser contrária ao próprio movimento sindical e aos princípios que deve prosseguir.
Há dias um presidente de um sindicato decidiu fazer uma greve de fome. Onde? À porta do Presidente da República.
Hoje, um presidente de outro sindicado decide iniciar uma greve de fome. Onde? À porta do Presidente da República.
Como parece óbvio, estas pseudo greves de fome não passam de um reality show, a clamar a atenção do Presidente e, em especial, dos tempos televisivos.
Por se tratar de um reality show, não nos devemos preocupar com o assunto, até porque o estado de saúde destes grevistas não correrá perigo, em momento algum.
Quando ouvimos (e ouve-se demasiadas vezes) um destes sindicalistas dizer que as esquadras não têm agentes para fazer rondas, para reforçar a vigilância, não seria de lhe perguntar quantos polícias, nesse dia, nos últimos dias, faltaram ao serviço para desenvolver actividade sindical? E, já agora, que actividade é essa que obriga milhares de agentes?
É para esta realidade que se deveria olhar e tratar. O show da greve de fome é isso mesmo, um episódio de televisão.